Wagner da Silva
Braço do Norte
Com tantas tragédias naturais registradas nos últimos anos na Amurel, os municípios passaram a dar mais atenção às equipe de Defesa Civil. A grande parte das cidades da região já contam com o órgão. Em Braço do Norte, maior município do Vale, a atuação do grupo é restrita a apenas uma pessoa. Mas isso deve mudar em breve.
A reivindicação para a criação do Conselho Municipal de Defesa Civil (Comdec) deverá ser atendida ainda este mês. A formação do grupo requer a participação de membros de órgão como o legislativo, o executivo, o judiciário, as instituições, entidades e associações civis organizadas. Ao todo, 25 pessoas deve estar envolvidas nas ações.
Hoje, a decisão de decretar situação de emergência no município cabe apenas ao prefeito Evanísio Uliano (PP), o Vânio. Com a formação do Comdec, esta decisão ficará melhor embasada.
“As avaliações de locais em risco são feitas em Braço do Norte, mas geralmente após o registro de alguma situação. E nesta hora os problemas recaem sobre o prefeito. Com o Comdec, está resposta poderá ser antecipada”, detalha o coordenador da Defesa Civil do município, Reginaldo de Oliveira.
O trabalho do conselho é baseado na prevenção de catástrofes e na resposta às pessoas em caso de estarem envolvidas em situações de risco. Com a equipe, será possível ainda solicitar recursos que até o momento partem das contas públicas.
Há também a alternativa de ser criado um fundo municipal para servir como uma reserva de auxílio e também a formatação de um plano de contingência.
Locais de risco
O coordenador da Defesa Civil de Braço do Norte, Reginaldo de Oliveira, cita dois locais no município onde o risco de ocorrer uma tragédia é maior: a região do bairro São Matheus e do córrego Santa Augusta. Há pouco mais de um ano, uma chuva causou o deslizamento de terra nestes dois locais. Várias famílias ficaram desabrigadas. Outras tiveram suas casas invadidas pela água. “Estes locais não são seguros. São totalmente instáveis e em qualquer chuva mais forte o problema retorna e poderá ser trágico”, alerta Reginaldo.
