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Definição sai hoje

A competição com os barcos industriais é um dos principais desafios para os pescadores artesanais. Foto: Ronaldo Amboni/Divulgação/Notisul
A competição com os barcos industriais é um dos principais desafios para os pescadores artesanais. Foto: Ronaldo Amboni/Divulgação/Notisul

Zahyra Mattar
Tubarão

Uma das reivindicações dos pescadores artesanais do sul de Santa Catarina é em relação à safra da tainha, sempre na época de inverno. A competição desleal, motivada em especial pelo desrespeito à distância dos barcos industriais da costa, é um dos principais pontos de discussão.

Uma solução em relação a isso pode sair hoje, em Brasília. Representantes da Federação das Associações dos Pescadores Artesanais do Estado de Santa Catarina oficializarão o pedido para a modificação da data junto ao Ministério da Pesca e Aquicultura e ao Ibama

O pedido é que os pescadores artesanais tenham o direito de lançar suas redes a partir desta quarta-feira. Pelo cronograma atual do Ibama, a safra inicia no dia 15 de maio para todos os profissionais, sejam eles industriais ou artesanais.
“É impossível uma canoa competir com um barco. É mais do que justo o nosso pleito. Se as coisas continuarem do jeito que estão, a pesca artesanal, uma atividade secular e cultural, será extinta”, defende o secretário da federação, Pedro Guerreiro.

Ele e o presidente da entidade recém formada em Santa Catarina, Obadias Gonçalvez Barreiros, seguem hoje pela manhã para a capital federal. Na safra do ano passado, os pescadores artesanais de todo o estado retiraram cerca de 1,2 mil toneladas da espécie.

Uma traineira industrial pesca 900 toneladas em apenas um lanço de rede. “Além de antecipar a safra para os pescadores artesanais, vamos reivindicar que as forças de fiscalização sejam melhor equipadas, já que muitos barcos não obedecem os limites da costa”, destaca Pedro.

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