Tubarão
O estupro de uma menina de 10 anos, que foi denunciado à Polícia Civil na última terça-feira, pode não ter ocorrido. Em depoimento ao delegado responsável pelo caso, Fernando Lúcio Mendes, a suposta vítima teria apresentado contradições sobre o caso. Por ausência de provas, dois suspeitos que foram detidos para esclarecimentos foram liberados pela investigação.
“Há contradições sobre o que a menina relatou. Cheguei a ter dúvidas se houve ou não o estupro. A vítima nos disse, primeiro, que foi violentada por uma pessoa conhecida do bairro onde ela mora. Depois, ela alegou que não conhecia o agressor. As peças do quebra-cabeça não se encaixam”, disse o delegado Fernando.
Outro fato deixou o delegado em dúvida. De acordo com o responsável pelas investigações, a menina chegou ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) com alguns hematomas nas pernas, mas não apresentou marcas de sangue nos órgãos genitais. “Além do exame de conjunção carnal, nós pedimos amostras de sangue de todos os envolvidos para que os DNA’s sejam comparados”, informou o delegado.
Os laudos dos exames devem ficar prontos em até 40 dias. Enquanto isso, a polícia ouvirá as pessoas ligadas à menina. Os suspeitos que foram liberados poderão ser chamados novamente para prestar novos depoimentos. A criança foi encaminhada para o atendimento de uma psicóloga policial. Ao final dos atendimentos, um relatório será emitido e incluído nas investigações.