Disse o deputado federal Edson Bez (PMDB), na coluna Néia Lopes (www.neialopes.com.br), “Que me encaminharia para a Comissão de Ética do partido, porque não teria cumprido decisão do Diretório”.
Pergunto: A que decisão ele faz referência?
1) À sua candidatura a prefeito de Tubarão? Esta jamais foi deliberada pelo Diretório do PMDB;
2) Às coligações para as eleições do ano passado? Também, jamais foram deliberadas pelo Diretório do PMDB de Tubarão.
Comprovam as atas das reuniões ordinárias do partido que nada foi deliberado pelo diretório. Na verdade, tudo foi empurrado ‘goela abaixo’.
Quem não cumpriu o Estatuto do PMDB e o edital convocatório para a convenção acerca das eleições do ano passado foi o deputado Edson Bez e seus seguidores. Os citados documentos determinam ‘deliberação por voto direto e secreto’ dos convencionais. Tal deliberação ‘Por voto direto e secreto’ jamais ocorreu.
Quem não cumpriu decisão da executiva do PMDB, do dia 23/01/2012 – referendada por documento assinado pelo deputado Edson Bez – que, com cinco votos contra três, deliberou por reformulações na Gerência de Educação, foi o próprio deputado Edson Bez. Explico: ele me chamou no seu apartamento, em Tubarão (no final de 2011), para dizer que queria todos na sua campanha a prefeito e, para isto, faria mudanças na educação para corrigir as injustiças de 2008. Autorizado pelo então presidente do PMDB, Dalto Bardini, fiz as consultas e, em ampla reunião no apartamento do deputado, em Laguna (janeiro de 2012), ele analisou, sugeriu e assinou documento (à disposição de quem quiser) para o governador do estado, solicitando as citadas reformulações. Dois dias depois me telefonou para dizer que não mais as realizaria, porque um vereador (se for preciso, revelo o nome) ameaçou-o de que, se o fizesse, subiria no palanque do então candidato Olavio.
O deputado Edson Bez, portanto, descumpriu decisão da executiva do PMDB e sua assinatura no documento em que ele solicita ao governador as reformulações na Gerência de educação.
Quem afirmou não ter participado do desmantelamento do comando da gerência de educação, em 2008, e que, ao se descobrir sua assinatura, justificou ser falsificada, mas não registrou B.O., foi o mesmo deputado. Por isso, quando ele disse que faria as reformulações na educação, após as eleições, ninguém acreditou. Se não sustentou sua assinatura duas vezes, sustentaria a palavra?
Quem não cumpriu decisão do diretório nacional do PMDB – do qual faz parte – que era para apoiar Dilma/Michel Temer, e apoiou o adversário Serra (PSDB), foi o deputado Edson Bez, com a desculpa estapafúrdia de que acompanhou decisão do diretório estadual. Desde quando decisão do diretório estadual suplanta a do diretório nacional?
Na verdade, o referido deputado culpa outras pessoas por aquilo que ele fez. Inventou este mote – Quem não cumprir decisão do partido, deve sair – para patrocinar o vergonhoso golpe que dissolveu o diretório eleito do PMDB de Tubarão e para formar outro, que não ‘cobre’ os seus descumprimentos e, para depositar em outrem, a culpa, somente dele e de seus assessores, pela fragorosa derrota nas eleições do ano passado.
Deputado, eu o aguardo na comissão de ética do partido.
