Tubarão
Neste mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove a campanha Dezembro Laranja, com o objetivo de alertar a população para a prevenção ao câncer da pele. O dano gerado pelo sol (ou fotodano) é a principal causa do envelhecimento precoce. A exposição excessiva pode, ainda, causar sardas, melasma (manchas na pele), queimaduras e evoluir para a mais perigosa consequência: o câncer da pele. Para o biênio 2016-2017, o Instituto Nacional do Câncer (InCa) prevê quase 176 mil novos casos de câncer da pele não melanoma, hoje o mais prevalente no país.
Recentemente, as dermatologistas da Mariane Corrêa Fissmer (coordenadora da ação Dezembro Laranja em Tubarão) e Cínthia Mendes, juntamente aos demais dermatologistas da Pró-Vida, Maria Virgínia de Melo Guedes, Miriam Popoaski e Luís Gustavo de Ávila, participaram do Dia C contra o câncer da pele (ação voluntária promovida em todo o país pela Sociedade Brasileira de Dermatoligia desde 1999).
Durante um dia inteiro, no Ambulatório de Especialidades Médicas da universidade (AMEI), a comunidade foi atendida gratuitamente para esclarecer dúvidas sobre o câncer da pele. “Durante o dia C de prevenção ao câncer da pele, 204 pessoas foram examinadas, sendo que 35 tinham carcinomas basocelulares, 3 carcinomas espinocelulares e 4 melanomas (tipo mais agressivo do câncer da pele por seu potencial maligno). Todos esses pacientes foram encaminhados para tratamento cirúrgico”, pontua Dra. Mariane Fissmer.
Como a incidência dos raios solares ultravioleta está cada vez mais agressiva, pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se proteger quando expostas ao sol. “Os grupos de maior risco são os dos fototipos I e II, que têm a pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem histórico familiar de câncer de pele, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas. Também deve ser evitada a exposição solar entre as 10 e as 16 horas”, destaca o também dermatologista da Pró-Vida, Dr. Luís Gustavo de Ávila.
Em Santa Catarina, a prevalência do câncer da pele não-melanoma é de 210 para cada 100 mil homens e 99 para cada 100 mil mulheres.
Como identificar o câncer da pele?
A chamada “regra do ABCDE” ajuda na suspeita de uma lesão maligna, indicando que o indivíduo deve procurar o dermatologista associado à Sociedade Brasileira de Dermatologia imediatamente.
A= lesão assimétrica
B= bordas irregulares
C= alteração de cor
D= diâmetro maior que 6 mm
E= evolução ou modificação da lesão
