Tubarão
Com apenas 3 anos de casados – hoje 14 anos de união – e com o sonho de aumentar a família, a professora e psicóloga Márcia de Castro Holthausen, e o esposo, o professor e advogado Fábio Zabot Holthausen, decidiram adotar de uma até três crianças com idades até 5 anos. Durante o processo de adoção, foram apresentados os irmãos Andressa e Rodrigo, que na época tinham 4 anos e 11 meses, respectivamente. Hoje, eles estão com 14 e 11 anos.
“Trabalhava para o Sistema único de Saúde (SUS) em Criciúma e o fórum do município estava com dificuldade de realizar a avaliação psicológica para a adoção. Comecei a fazer pelo sistema e me apaixonei pela ideia. Conversei com o meu marido e resolvemos entrar na fila”, lembra.
Márcia conta que ela e Fábio inscreveram-se para o processo em julho de 2007, e quase três meses depois, os irmãos Andressa e Rodrigo passaram a morar com o casal. “Eles chegaram no dia 11 de outubro daquele ano. Foram nossos presentes. Não fizemos nenhuma exigência na época, apenas que os nossos filhos tivessem até 5 anos. Acredito que um bebê ou uma criança vem porque tem que vir e não cabe a nós fazermos muitas exigências. Antes da adoção, o Rodrigo teve alguns problemas de saúde, mas comigo eles nunca tiveram nada além de algo normal como: gripe, febre e doenças comum de crianças”, destaca.
A mãe, psicóloga e professora, lembra que um dos momentos mais marcantes da adoção foi o gesto e a fala da filha mais velha. “A Andressa veio, deu-me um abraço e disse: ‘mãe, que bom que eu te conheci’. No carro, ela só dizia: ‘Que bom é ter mãe e pai’. Foi algo tão emocionante que jamais esquecerei”, recorda.
Quase 11 anos se passaram e Márcia afirma que faria tudo de novo. Após três anos com as crianças, ela teve a sua única filha biológica, a Fernanda, hoje com 8 anos. “Os três só nos trazem alegrias. Não há filho adotivo ou biológico, todos ocupam um espaço muito grande no meu coração. Tenho uma adolescente e duas crianças que são primordiais no meu dia a dia. Meu marido e eu temos certeza que as nossas vidas não seriam a mesma sem eles”, assegura.
