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Pix por aproximação: veja o que muda a partir de hoje

O Pix por aproximação passa a ter novas regras nesta quinta-feira (1º). O Banco Central retirou o teto específico de R$ 500 por transação nessa modalidade. Com a mudança, o cliente poderá solicitar ao banco aumento ou redução do limite, conforme as regras de segurança da conta.

A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança operações realizadas por código QR, chaves de acesso e pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.

O que muda no Pix por aproximação

Até setembro, cada transação feita por aproximação estava limitada a R$ 500. A partir desta quinta, esse teto específico deixa de existir.

Isso não significa que o cliente poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. O limite continuará sujeito às configurações de segurança da instituição financeira e aos valores estabelecidos para cada conta.

Na prática, uma pessoa poderá fazer um pagamento de R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação, por exemplo, se o limite autorizado pelo banco permitir.

A instituição financeira também deverá oferecer uma ferramenta para gerenciamento desses valores no aplicativo.

Veja as principais mudanças:

  • o teto específico de R$ 500 deixa de existir;
  • o cliente poderá solicitar aumento ou redução dos limites;
  • pagamentos acima de R$ 500 passam a ser possíveis, conforme o limite da conta;
  • o banco deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento;
  • as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.

Como ajustar o limite

O gerenciamento do limite será feito pelo aplicativo da instituição financeira. O caminho exato pode variar de acordo com cada banco.

De forma geral, o cliente deverá acessar as configurações do Pix e procurar a área relacionada a limites ou ao Pix por aproximação.

Depois, poderá solicitar o aumento ou a redução do valor autorizado. A instituição poderá exigir etapas adicionais de autenticação antes de concluir a alteração.

O fim do teto específico, portanto, não elimina os mecanismos de proteção utilizados pelos bancos para controlar movimentações consideradas de risco.

Como funciona o pagamento por aproximação

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC para permitir a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar os dados da operação.

A modalidade está disponível desde fevereiro de 2025 e pode ser utilizada pelo aplicativo da instituição financeira ou por carteiras digitais compatíveis.

Quando o serviço é utilizado por uma carteira digital, é necessário vincular previamente a conta bancária ao aplicativo.

Como ativar

  1. Abra a carteira digital do celular.
  2. Selecione a opção para vincular uma conta.
  3. Siga o direcionamento para o aplicativo do banco.
  4. Autorize a vinculação do Pix por aproximação.

Depois da configuração, o pagamento funciona de maneira semelhante a uma compra realizada com cartão cadastrado no celular.

Como pagar

  1. Informe ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix.
  2. Confira o valor e os dados da cobrança.
  3. Aproxime o celular da máquina.
  4. Faça a autenticação solicitada.
  5. Confirme a operação.

Dependendo da configuração da instituição financeira e da carteira digital, pode ser necessária uma autenticação antes da conclusão do pagamento.

Cuidados para evitar golpes

Com a possibilidade de pagamentos acima de R$ 500, conferir os dados da operação continua sendo importante.

Antes de aproximar o aparelho da máquina, o usuário deve verificar o valor cobrado e os dados do estabelecimento.

Também é recomendável manter o bloqueio de tela e os mecanismos de autenticação do aparelho ativados.

Confira alguns cuidados:

  • confira o valor exibido na maquininha e no celular;
  • verifique o estabelecimento antes de aproximar o aparelho;
  • mantenha bloqueio de tela e autenticação ativos;
  • não entregue o celular desbloqueado a terceiros;
  • acompanhe as notificações das transações;
  • revise periodicamente os limites configurados no aplicativo.

Pix movimenta trilhões de reais

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se tornou um dos principais meios de pagamento utilizados no país.

Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou aproximadamente 8,11 bilhões de transações, segundo dados apresentados pela Agência Brasil.

O Pix por aproximação, porém, ainda representa uma parcela pequena desse volume.

Em agosto, foram registradas cerca de 2 milhões de operações pela modalidade, equivalente a 0,06% do total de transações do Pix no mês.

Apesar da participação reduzida, o número vem crescendo. Em janeiro, a modalidade havia registrado aproximadamente 1,06 milhão de operações.

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