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Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência destaca conquistas e desafios

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência
IMAGEM GERAÇÃO IA Gemini Notisul

Tempo de leitura: 5 minutos

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, reforça a importância da presença feminina nas áreas científicas e tecnológicas. A data lembra conquistas históricas, mas também chama atenção para a desigualdade que ainda persiste nas carreiras de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 e celebrada pela primeira vez em 2016, a data tem como objetivo promover o acesso pleno e igualitário de mulheres e meninas à ciência. Segundo a UNESCO, menos de 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres.

Mais do que uma celebração, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência é um convite à reflexão e à ação.

Ícones mundiais que transformaram a ciência

Diversas cientistas mudaram o rumo da história com suas descobertas:

  • Marie Curie: pioneira no estudo da radioatividade, descobriu os elementos Polônio e Rádio. Foi a primeira pessoa a ganhar dois Prêmios Nobel em áreas diferentes (Física e Química).

  • Rosalind Franklin: responsável pela “Foto 51”, imagem fundamental para a descoberta da estrutura em dupla hélice do DNA. Seu trabalho foi reconhecido tardiamente.

  • Ada Lovelace: escreveu o primeiro algoritmo destinado a ser processado por uma máquina, sendo considerada a primeira programadora da história.

  • Katherine Johnson: matemática cujos cálculos foram decisivos para missões da NASA, como a Apollo 11. Sua trajetória inspirou o filme “Estrelas Além do Tempo”.

Esses nomes mostram que o laboratório sempre foi espaço de mulheres, mesmo quando o reconhecimento não veio na mesma proporção.

Cientistas brasileiras que fizeram história

O Brasil também tem cientistas que marcaram época:

  • Bertha Lutz: bióloga do Museu Nacional e líder do movimento sufragista no Brasil. Atuou pela inclusão da igualdade de homens e mulheres na Carta da ONU.

  • Johanna Döbereiner: suas pesquisas sobre fixação biológica de nitrogênio ajudaram a transformar o Brasil em potência agrícola.

  • Enedina Alves Marques: primeira engenheira negra do Brasil, formada em 1945 pela UFPR, participou de grandes obras de infraestrutura.

  • Nise da Silveira: revolucionou o tratamento psiquiátrico ao introduzir a arte como forma terapêutica.

  • Jaqueline Goes de Jesus e Ester Sabino: lideraram a equipe que sequenciou o genoma do coronavírus em 48 horas após o primeiro caso confirmado no Brasil.

  • Sônia Guimarães: primeira mulher negra brasileira doutora em Física e professora do ITA.

Por que a data ainda é necessária?

Apesar dos avanços, mulheres ainda enfrentam barreiras como desigualdade salarial, menor representatividade em cargos de liderança e preconceito estrutural.

Incentivar meninas desde cedo a se interessarem por ciência é parte fundamental da mudança. Representatividade importa — quando uma menina vê uma cientista, ela entende que também pode ocupar esse espaço.

Como disse Marie Curie:

“Nada na vida deve ser temido, apenas compreendido. Agora é a hora de compreender mais, para que possamos temer menos.”

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência reforça que compreender mais também significa garantir oportunidades iguais.

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