Tubarão
Os diretores do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Tubarão explanarão sobre a real situação do local na próxima segunda-feira, em audiência no Ministério Público. A promotoria quer saber se as obras estão concluídas e se o centro opera sem irregularidades.
A precariedade do local é visível. O mato toma conta do lugar, os portões das baias são fechados com alça de bolsa de couro ou correntes finas, que não dão sustentação suficiente.
Faltam instrumentos cirúrgicos e medicamentos. É preciso ampliar as calhas para recolhimento dos dejetos, instalar cercas de proteção. Além disso, hoje o CCZ opera acima da capacidade. Existem 130 cães em um espaço que comporta 80.
Além da situação que diz respeito a estrutura e funcionalidade do CCZ, outra questão volta a ganhar espaço e preocupa: o fato do centro ter sido construído muito próximo de um terreno pertencente a uma Área de Proteção Ambiental (APP).
Em 2009, quando a construção do CCZ iniciou, ficou acertado que a prefeitura deveria delimitar uma área de sambaqui. A exigência partiu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O sítio fica na entrada do CCZ, onde existe apenas mata, e parte fica fora do pátio. Não foi edificado nada no sambaqui, mas a área não está cercada como deveria.
