R espeito à diversidade é fundamental para a conquista do desenvolvimento sustentável. Quer dizer, o apreço aos diferentes étnicos, religiosos, estéticos e outros é importante pilar, que junto da preservação ambiental, sustentam o progresso o qual mantém a paz social e os recursos naturais – finitos – (re) lembra-se. Ou progresso com degradação da vida.
Pela dor, aprendeu-se que determinados procedimentos ou omissões humanas causam efeitos colaterais, às vezes, mais danosos do que o problema que se pretendia resolver.
Assim, o progresso sem o devido cuidado com as pessoas pode gerar lucros imediatos, mas prejuízos maiores, no médio prazo, devido à baixa produtividade, doenças, absenteísmo e outros. E o descuido ambiental, também pode gerar riqueza rapidamente, mas prejuízo perene ao extinguir a matéria-prima que move a produção, afora outras consequências conhecidas da coletividade.
Significa que quem comanda (e respectivos colaboradores) empresas, municípios, estados e nações devem ter como norte, a eficiência concomitante das pessoas, do meio ambiente e da economia, conhecida como Triple Bottom Line (ou tripé da sustentabilidade).
Cuidar das pessoas – objeto maior desta reflexão – começa por respeitá-las com as suas diferenças, ou não discriminá-las, qualquer que seja a diversidade. A discriminação, fruto do preconceito, deprecia, exclui e provoca autoexclusão, dificultando o desenvolvimento ou o uso de potencialidades. Um ato desumano e nada inteligente, por impedir que o discriminado e a coletividade usufruam dos citados potenciais. Significa decidir conviver com quem tem problemas em vez de com quem os resolve.
Um dos efeitos colaterais para quem discrimina é o duplo pagamento – sem retornos – de tributos escorchantes, para remediar os discriminados e de segurança particular, por temê-los. Não que todo discriminado se torne bandido ou que toda ineficiência resulte da discriminação, mas há relações muito próximas, uma vez que a inteligência e os valores não são biológicos, mas sociais.
Estabelece-se um círculo vicioso: discrimina-se, historicamente, para justificar a dominação, a violência e a explorações do homem pelo próprio homem – como no holocausto, na escravidão formal ou informal, nos espancamentos e assassinatos de pobres, negros, índios, mulheres e homossexuais – que geram mais desigualdades, que por sua vez geram mais violência e mais custos para proteção.
Respeitar as pessoas diferentes, reitera-se, é fundamental para a paz e para a prosperidade de todos.