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Doação de órgãos: Só os familiares podem autorizar

Priscila Alano
Tubarão

A doação de órgãos pode ser um gesto de solidariedade, mas esbarra burocracia e também no abalo emocional dos familiares. A captação só pode ser realizada após a autorização de um parente. No Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, uma equipe especializada compõe a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (Cihdott), responsável por conversar com as famílias para pedir a autorização para a retirada dos órgãos.

A enfermeira Priscila Redivo, presidenta da Cihdott, lamenta a existência de vários tabus, como questões religiosas e culturais. “Infelizmente, ainda existe muita negativa por parte dos familiares. Compreendemos que é um momento delicado a perda de um ente. Porém, outras pessoas podem ser beneficiadas com os transplantes”, argumenta a enfermeira.

A denominação “doador de órgão” na carteira de identidade não tem validade, bem como nenhum outro tipo de documento registrado deixado pela pessoa. Então, para quem pretende doar, é essencial é conscientizar os familiares em vida sobre a vontade. “Só podem autorizar a captação parentes maiores de 18 anos, pois há uma série de documentos que precisam ser assinados e que ficam arquivados”, explica Priscila.

Domingo, uma paciente (Cíntia Cardoso Euzébio Jeremias, 36 anos) veio a óbito no HNSC após um acidente e a família autorizou a doação de córneas, pois ela havia comentado com os parentes sobre o seu desejo. Porém, não foi possível fazer a captação, pois não havia nenhum parente responsável para realizar a autorização.

Órgãos que podem ser doados
Podem ser captados coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos e tendão. Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e aguardam em lista única, definida pela Central de Transplantes da secretaria de saúde do estado.

Serviço
A SC Transplantes atende pelo 0800-6437474.

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