Wagner da Silva
Rio Fortuna
As mudanças no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, o cooperativismo e o associativismo serão temas da assembleia organizada pela rede de cooperativas de crédito rural, a Cresol, e Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Sintraf).
No setor de habitação, a principal mudança do programa do governo federal está na flexibilidade para obter recursos. Até o ano passado a liberação de verba atendia apenas uma classe, o chamado grupo 1. Nele estavam enquadradas famílias rurais com baixa renda ou com interesse na construção de casas novas. Porém, o valor de crédito era limitado a R$ 12 mil, vindos a fundo perdido.
Este ano, o governo abriu crédito para o chamado grupo 2 que beneficia uma fatia maior de pessoas, inclusive da área urbana. Famílias com renda anual declarada até R$ 23 mil e com interesse em reforma ou construção poderão financiar até R$ 20 mil. Neste caso, eles receberão R$ 7 mil a fundo perdido, ou seja, somados eles terão disponíveis R$ 27 mil.
Mesmo com a abertura do programa para novos grupos, o interesse do sindicato é desenvolver a agricultura familiar e reduzir o êxodo rural. “Queremos dar mais condições aos jovens para que eles permaneçam no campo. Há vários programas em desenvolvidos neste sentido e precisamos fortalecê-los”, destaca a coordenadora regional do Sintraf, Arlete Bloemer de Souza.
Para o presidente da Cresol de Rio Fortuna, Valério Tenfen, programas que efetivamente oferecem melhorias aos produtores rurais são bem vindos. “Por meio de parcerias conseguimos contribuir com muitas famílias do município que hoje vêem sua situação de forma diferente”, explica.
Agende-se
A assembleia organizada pela Cresol e pelo Sintraf é destinada à beneficiários e associados a Cooperativa de Habitação da Agricultura Familiar (Cooperhaf). O evento ocorre amanhã, às 14 horas, em Rio Fortuna.
