Início Segurança Dois médicos do município são investigados

Dois médicos do município são investigados

Silvana Lucas
Tubarão

Os municípios de Tubarão e Criciúma, no sul do estado, também estão entre as cidades investigadas na Operação Onipresença, deflagrada ontem pela Polícia Federal de Santa Catarina (PF-SC), ao investigar médicos que recebem salários e marcam ponto sem cumprir a carga horária de trabalho.

Conforme o delegado da PF-SC, Allan Dias Simões Maia, foram cumpridos 52 mandados de busca e apreensão em hospitais públicos e privados, clínicas e consultórios médicos, dos quais sete foram realizados no sul. “Foram quatro mandados na Cidade Azul e três na Cidade Carbonífera. Vinte e oito policiais federais trabalharam na região e apreenderam documentos, folhas pontos, registros de frequência, entre outros materiais”, informa Allan.

O delegado destacou que dois médicos são investigados em Tubarão e um em Criciúma. “Os suspeitos respondem pelos crimes de prevaricação, abandono de função pública, falsidade ideológica e estelionato contra a União. Além destes, poderão também ser responsabilizados civilmente, com o ressarcimento dos valores pagos e administrativamente, com a perda do cargo público”, explicou Allan.

Na PF de Criciúma, o delegado Alcimar João Rachadel destacou que neste trabalho, por enquanto, nenhum suspeito foi detido. “No momento, apenas a documentação é apreendida. Outras ações devem ser realizadas na sequência”, ressaltou Alcimar.

O início da operação
O delegado Allan informou que uma denúncia recebida pela PF em outubro de 2013 levou ao acompanhamento de 32 médicos. “Foi apurado no inquérito policial que 27 médicos do Hospital Universitário (HU) de Florianópolis não estão prestando efetivamente o atendimento em detrimento da saúde da população, em especial dos cidadãos mais carentes. 
Foi comprovado, ainda, que os médicos possuem vínculos públicos de 60 ou 40  horas semanais de trabalho, porém realizam atendimentos em consultórios, clínicas e hospitais particulares, prejudicando o serviço que deveria ser prestado no hospital público (HU)”, revelou Allan.
Pela ausência do doutor em seu horário e local de trabalho remunerado, a PF batizou a operação de Onipresença e outros profissionais ligados aos médicos também devem ser ouvidos nos próximos dias.

 

Sair da versão mobile