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Dragagem do Rio Tubarão

 

Foi publicado recentemente um artigo de autoria do advogado Sidnei Bardini, sobre o tal projeto de redragagem do Rio Tubarão, que, na minha opinião, retrata muito bem a forma amadorística com que assuntos da maior importância como a prevenção de cheias em nossa cidade são tratados pelas administrações públicas. Quando da apresentação do laudo da batimetria, na Amurel, ficou claro que muitas pessoas, acredito não intencionalmente, desconhecem a profundidade e a abrangência de um projeto, no qual se supõe gastar cerca de R$ 80 milhões, deve ter e que o mesmo possa ser embasado apenas em cima de cálculo de volume de material a ser retirado do leito do rio…
 
Parâmetros fundamentais, como os de caráter hidráulico, pluviometria, recorrência de cheias, impactos ambientais, disciplina na ocupação do solo, etc, etc, foram flagorosamente esquecidos, mas sem os quais o tal “projeto” será glosado, como o foi, junto aos órgãos competentes de financiamento e/ou de liberação de recursos financeiros…, pois carece de fundamentação técnica.
 
Entendo que, dada à sua abrangência, envolvimento e importância para a cidade de Tubarão e região, os órgãos oficiais responsáveis pela condução do projeto devem contratar empresas de engenharia capacitadas e de renome para elaborarem estudos aprofundados, fundamentados na boa técnica e disponíveis no mercado. Uma obra dessa envergadura requer muito estudo e os gastos com um bom projeto não podem ser considerados como custo, mas sim investimento. Quem garante que a simples dragagem do rio irá amenizar ou resolver a ocorrência de cheias na cidade…?
 
Por oportuno, deixo registrado o esforço e o empenho de técnicos do Deinfra e Cidasc que elaboraram a batimetria. Fizeram a sua parte.
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