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Empresário de Tubarão é preso

Fernando Silva
Tubarão

Três pessoas foram presas provisoriamente, ontem, após a justiça expedir 12 mandados de busca e apreensão e outros três mandados de prisão provisória. O pedido foi feito pela promotora da comarca de Lauro Müller, Claudine Vidal. Um funcionário público e dois empresários foram presos. Dezenas de documento foram apreendidos na região.

Segundo as investigações, os três detidos são acusados de fraudar uma série de licitações para a compra de medicamentos e materiais hospitalares feitas pela prefeitura de Lauro Müller. Entre os presos está um funcionário comissionado do executivo. Ele é acusado de superfaturar os preços em favor de duas empresas vencedoras, uma de Tubarão e outra de Lauro Müller. Os proprietários dos dois negócios também foram presos.

Os mandados de prisão foram expedidos na sexta-feira passada e cumpridos ontem, nas duas cidades, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), uma força-tarefa formada pelo MP catarinense. Além das prisões, diversos documentos foram recolhidos de escritórios de contabilidade, hospitais e nas prefeituras de Lauro Müller, Orleans e São Ludgero.

Para a promotora Claudine Vidal, as prisões temporárias foram decretadas porque o MP conseguiu comprovar o envolvimento destes três acusados e, em liberdade, eles poderiam atrapalhar o andamento das investigações, que ainda não terminaram. “Suspeitamos de que a fraude ocorra desde 2006 no município”, antecipa Claudine.

Como funcionava o esquema?
Segundo o Ministério Público de Lauro Müller, o esquema de fraude em licitação do setor de saúde da prefeitura começava já com o lançamento dos editais de concorrência. Os valores eram supostamente superfaturados e as empresas envolvidas no esquema dividiam o dinheiro recebido da prefeitura em três partes: uma para cada um dos dois empresários e outra para funcionário do executivo responsável pela licitação.

Os crimes cometidos
Caso sejam sentenciados, os três homens presos provisoriamente poderão responder pelo crime de formação de quadrilha, apropriação indevida de verba pública e improbidade administrativa. Além disso, o empresário de Lauro Müller poderá responder também pelo crime de comercialização de medicamentos proibidos. Quando foi abordado, ontem, ele foio flagrado de posse a um carregamento de Citotec, medicamento utilizado clandestinamente para realizar abortos e de manipulação exclusivamente de hospitais, e Paramil, utilizado para o tratamento de disfunção erétil. Ambos os remédios foram adquiridos no Paraguai.

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