Início Geral Encontro define futuro dos professores

Encontro define futuro dos professores

Eduardo Zabot
Tubarão

 
O reajuste de 7,97% no piso salarial nacional dos professores da educação básica foi anunciado pelo Ministério da Educação no último dia 10.  Desta forma, o salário mínimo da categoria passa de R$ 1.451,00 para R$ 1.567,00. Em 2012, o reajuste do piso dos educadores que cumprem 40 horas semanais foi de 22,22%. O aumento deste ano representa quase um terço do estabelecido no ano passado.
 
O secretário estadual de educação, Eduardo Deschamps, reúne-se hoje com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) para apresentar uma proposta sobre a descompactação da tabela salarial. “O estado já está pagando o novo piso. Amanhã (hoje), o secretário vai apresentar uma proposta sobre a reivindicação dos professores”, explica Melissa Nebias, da comunicação da secretaria de educação.
 
A coordenadora regional do Sinte, Terezinha Botelho, justifica que a descompactação é a única forma de valorizar os professores. “Nós queremos o piso na carreira. Se continuar assim, é um achatamento da tabela. Aquele professor que tem graduações não terá nenhuma valorização, recebe o mesmo de quem está começando”, lamenta.  
 
O reflexo nos municípios
Em Tubarão, a prefeitura confirmou o pagamento do novo piso nacional. Porém, a reivindicação dos professores será o ganho real. “Nossa data base é em maio e até lá vamos conversar para conquistar o ganho real, que é uma luta desde de 2012”, revela a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Área na Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut), Laura Oppa.
 
Em Capivari de Baixo, a categoria aguarda uma audiência com o prefeito Moacir Rabelo e a secretária de educação, Márcia Roberge Cargnin, para definir a situação do piso. “Em Capivari, nós não tivemos aumento e nem resposta da prefeitura no ano passado. Agora, queremos conversar para não perdemos. O certo é termos 30% de reajuste: 22% de 2012 e os 7,97% deste ano”, analisa Laura.
 
A secretária Márcia Roberge esclarece que já pediu um estudo completo da situação financeira na educação para a contadora do município. “Nós já conversamos com o prefeito sobre esse assunto e queremos cumprir a lei, além de valorizar os professores. Mas dependemos do estudo para apresentar uma proposta”, argumenta.
 
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