Cólicas menstruais de enlouquecer. Todo mês, esse sofrimento se repete para milhões de brasileiras. A endometriose é uma doença silenciosa, e que pode se transformar em um trauma para a mulher. Em muitos casos ela prejudica o trabalho, o casamento, e ameaça até o sonho de ser mãe.
Para a vendedora Gisiele Leopoldo Maria, de 29 anos, de Tubarão, as cólicas surgiram há aproximadamente quatro anos, o diagnóstico demorou um pouco mais. Quando descobriu a endometriose, a tubaronense foi do céu ao inferno em instantes. “Procurei por vários médicos, uns falavam que as dores eram normais por causa da ovulação. Não bastasse, os enjoos eram frequentes e intermináveis. Além de passar por tudo isso, recebi a notícia que quase nenhuma mulher quer receber, a que não poderia gerar um filho”, conta.
Na maioria dos casos, a endometriose pode ser ‘tratada’ com uma cirurgia, como foi sugerido a Gisiele. “Quando um exame constatou que eu tinha uma trompa obstruída, as lutas contra as dores no corpo e na alma se tornaram mais intensas. O meu maior sonho é de ser mãe.
Porém, essa semana fui em outro profissional para ter mais uma opinião. Ele explicou que deveria passar por um procedimento cirúrgico e que ele custaria mais ou menos R$ 20 mil. Essa informação me deixou ainda mais triste. Não tenho como pagar uma cirurgia com esse valor. No entanto, uma amiga, sabendo de tudo que tenho passado e o meu sonho em ser mãe, convenceu-me a fazer uma vaquinha online para alcançarmos o montante e realizar o meu grande sonho”, expõe.
A endometriose ocorre quando o endométrio, ou seja, o tecido que reveste a cavidade uterina, implanta-se fora do útero. Cogita-se que quando a mulher menstrua – e a menstruação nada mais é do que a eliminação do endométrio – fragmentos desse tecido podem caminhar pelas tubas, alcançar a cavidade abdominal, nela implantar-se e crescer sob a ação dos hormônios femininos.
A doença é tema recorrente entre as mulheres porque além de estar associada às dificuldades para engravidar a endometriose também causar dor durante a relação sexual, alterações intestinais durante a menstruação – como diarreia ou dor para evacuar.
Alguns estudos apontam que existe um fator hereditário que deve ser levado em conta nos casos de endometriose. Entretanto, outros fatores de risco devem sempre ser levados em conta, tais como a menstruação retrógrada, que leva o endométrio para a cavidade abdominal e a imunidade feminina, que permite que ele se desenvolva e a doença ali se implante. Você quer colaborar? Acesse: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/gih-quer-ser-mamae-gisiele-leopoldo-maria.
