FOTO Kélen Bardini, Divulgação Notisul
Tempo de leitura: 3 minutos
Representantes de escolas particulares de Tubarão participaram, nesta terça-feira (18), de uma reunião sobre os procedimentos que devem ser adotados diante da suspeita ou revelação de violência contra crianças e adolescentes. O encontro abordou a Escuta Especializada e o fluxo de atendimento da rede de proteção do município.
A atividade ocorreu no auditório da Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família e foi promovida pelo Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção Social das Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência.
O grupo reúne profissionais das áreas de assistência social, saúde e educação.
Escolas receberam orientações sobre fluxo de atendimento
Durante a reunião, os participantes conheceram o funcionamento da rede de proteção nos casos em que uma criança ou adolescente revela espontaneamente uma situação de violência.
Também foram abordados os procedimentos diante de uma suspeita identificada por profissionais que mantêm contato com crianças e adolescentes.
A proposta foi esclarecer qual é o papel das instituições de ensino nesses casos e quais encaminhamentos devem ser realizados para que a situação seja atendida pelos serviços responsáveis.
O encontro também apresentou o trabalho desenvolvido pelo Comitê, seus objetivos e os profissionais que integram a rede.
A promotora Fabiana Mara Silva Wagner, da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Tubarão, participou da atividade.
Escola pode ajudar a identificar situações de violência
A aproximação com as instituições de ensino busca fortalecer a identificação e o encaminhamento adequado de possíveis casos de violência.
Segundo a coordenadora do Comitê, a psicóloga Maria Rodrigues, as escolas ocupam uma posição importante nesse processo pelo contato frequente com crianças e adolescentes.
“A escola ocupa um lugar fundamental na proteção de crianças e adolescentes, pois é um espaço onde eles passam grande parte do seu cotidiano e onde, muitas vezes, situações de violência podem ser percebidas”, destaca.
A orientação pretende contribuir para que os profissionais saibam como acolher uma situação relatada ou percebida e como acionar a rede responsável pelo atendimento.
Escuta Especializada integra ações da rede de proteção
A reunião também buscou ampliar a articulação entre as escolas particulares e os serviços das áreas de assistência social, saúde e educação.
A iniciativa faz parte das ações de fortalecimento da rede municipal de proteção e de disseminação de informações sobre a Escuta Especializada.
O objetivo é preparar profissionais que trabalham diretamente com crianças e adolescentes para que possíveis situações de violência sejam acolhidas e encaminhadas de forma adequada, responsável e humanizada.
