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Esgoto corre a céu aberto ao lado de ginásio

Um cavalete da prefeitura, com as inscrições ao contrário, sinaliza o problema no local. Moradores protestaram e colocaram uma placa com dizeres irônicos.
Um cavalete da prefeitura, com as inscrições ao contrário, sinaliza o problema no local. Moradores protestaram e colocaram uma placa com dizeres irônicos.

Wagner da Silva
Braço do Norte

O esgoto a céu aberto que escorre ao lado do ginásio de esportes do bairro Nossa Senhora de Fátima, em Braço do Norte, gera polêmica no município. Os moradores ironizaram o descaso da prefeitura e colocaram uma placa entre as ruas Rômulo Sandrini e Bernardo Heidemann com o dizer: “Proibido pescar”.

O protesto é direcionado à gestão compartilhada da água – entre a prefeitura e a Casan. No último ano, para evitar alagamentos nas casas, a canalização da rede pluvial foi efetuada. Porém, o esgoto de parte do bairro agora corre fora dos canos.
O problema foi levado à discussão no legislativo pelo vereador Lauro Beckauser (PMDB). Segundo ele, o erro iniciou já na construção da Cohab Gelson Cláudio. “A rede de esgoto foi feita com tubos de 40 centímetros de diâmetro e termina com tubos de 20 centímetros. Como a tubulação não comporta a quantidade de esgoto, tudo vem à superfície. Isto é uma questão de saúde pública”, alerta Beckhauser.

Os moradores dizem que o encanamento foi feito seguindo o leito do córrego. “A área era um banhado e, por isso, os tubos devem ter se deslocados e a passagem do esgoto pode ter sido obstruída. Acredito que não querem mexer porque a rede passa sob a praça, cuja obra ficou pronta há pouco tempo. Mas, por favor, o cheiro é insuportável”, reivindica um morador.

O problema é causado
pelos moradores, diz secretário

O secretário de governo e cidadania da prefeitura de Braço do Norte, André Richter, explica que o erro começa na ligação do esgoto na rede pluvial. “A conexão é ilegal. Ali deveria passar apenas água. Portanto, o problema é causado pelos próprios moradores”, aponta.
No entanto, André adianta que a prefeitura já verifica como deverá ser feita a desconexão da rede de esgoto do escoamento pluvial. O estudo ficará pronto em dez dias. O secretário anuncia ainda que uma cobrança de ações será feita à Casan.

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