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Espontaneidade é a marca do artista

Jony divide seu tempo entre a família, a universidade e a pintura. E utiliza o seu apartamento como uma janela para a criação. Foto: Silvana Lucas/Notisul.
Jony divide seu tempo entre a família, a universidade e a pintura. E utiliza o seu apartamento como uma janela para a criação. Foto: Silvana Lucas/Notisul.

Silvana Lucas
Tubarão

Criar imagens por meio de tintas, papel e água faz parte da rotina do arquiteto, professor e artista Jony Coelho, que desenha cenas da vida tubaronense em aquarela. “Procuro observar os casarios, construções e toda a arquitetura da região. Imagens que transfiro para os desenhos e, aos poucos, ganham forma e cores com os pincéis”, destaca Jony.

Desde 2006, o artista conta a história da arquitetura do sul do estado com traços que agora são publicados diariamente nas redes sociais. “Decidi divulgar esta minha coleção, que diariamente é construída, principalmente para que lugares que fazem parte de Tubarão não fiquem somente na lembrança”, alerta Jony.

Conforme o artista, para pintar em aquarela é fundamental desenvolver a técnica. “Apesar deste tipo de arte parecer ser fácil, não há nada de simples. Transformar as pinceladas em imagens, conhecimento e espontaneidade é essencial”, ressalta o pintor.

Além dos pincéis, o professor também utiliza novas tecnologias como ferramenta de arte. “Os cartuns também são minhas paixões. Agora os crio em computadores e tablets. Sou adepto da linha do Ziraldo, traços que considero serem mais difíceis pela sutiliza das mensagens”, descreve Jony, ao lembrar das publicações do jornal satírico francês Charlie Hebdo.

“Os desenhos deste grupo sempre foram muito ofensivos e reforçam o preconceito, com escatologias e pornografias. Este tipo de imagem é mais fácil produzir, mas não trabalho com esta linha. Mesmo assim, todos têm o direito de se expressar. A arte é um instrumento de mudança e tem responsabilidades”, finaliza Jony.

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