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Estado e prefeitura não tinham conhecimento do caso

Tubarão

A epilepsia é uma doença cercada de preconceitos que atinge milhares de pessoas em todo mundo. É considerada um distúrbio neurológico, porém este transtorno não serve de impedimento para que a pessoa que possua a doença tenha uma vida normal.     A falta de um tratamento mais eficaz ou ainda sem o esclarecimento devido acarreta em grandes problemas no paciente e em seus familiares. 

O tubaronense Gabriel Barreto Rodrigues, 2 anos, possui a doença, alimenta-se por sonda e tem sopro no coração. O menino necessita com urgência passar por uma cirurgia e trocar o botton gástrico, que utiliza para a sua alimentação. A sonda tem prazo de validade de seis meses e deveria ser trocada em março, mas até agora o procedimento não foi realizado. 

A mãe do garoto, Daiane Nunes Barreto Rodrigues, esclarece que já procurou auxílio do município e do estado, porém até agora não obteve uma resposta concreta. “Recebi uma ligação da secretaria de saúde de Tubarão e me orientaram a seguir para o hospital Joana de Gusmão, em Florianópolis, e falar sobre o caso na recepção, mas não posso chegar ao local sem um encaminhamento e sem garantias de consulta e de tratamento”, lamenta.

A secretária de saúde de Tubarão, Tanara Cidade, relata que não sabia do caso. “Verificaremos se temos este pedido. Pode ser que tenhamos encaminhado para o estado e ainda não nos responderam. Vamos analisar”, compromete-se. 

Processo não chegou ao estado
O gerente regional de saúde, Dalton Marcon, afirma que este é um processo via munícipio e que, até então, o estado não tem conhecimento do caso. “Uma pessoa da família ligou na última quarta-feira e explicou. Pedi para trazer o processo para que pudesse inteirar-me e ver o que poderíamos fazer. Espero que em breve estes documentos cheguem até a mim”, afirma Dalton.

 

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