Início Especial Estado receberá o projeto na próxima semana

Estado receberá o projeto na próxima semana

O projeto de redragagem foi discutido nesta sexta-feira, em uma reunião da Amurel. O governo tentará obter recursos do PAC.
O projeto de redragagem foi discutido nesta sexta-feira, em uma reunião da Amurel. O governo tentará obter recursos do PAC.

Karen Novochadlo
Tubarão

Na próxima semana, o projeto de redragagem do Rio Tubarão será entregue ao secretário de planejamento de estado, Felipe Melo. Hoje, 40 % da calha está comprometida pelo assoreamento. É previstos um investimento aproximado de R$ 80 milhões para a realização da obra, que beneficiará vários municípios.

Nesta sexta-feira, o projeto foi entregue ao prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) de Tubarão, na sede da Amurel, pelo secretário de desenvolvimento regional Haroldo Silva (PSDB), o Dura. “O projeto executivo está completo, o que falta são as licenças ambientais e alguns detalhes. Já perdemos um ano, com ele parado na gaveta”, salienta Dura. Também falta contemplar os locais adequados para a colocação da areia retirada do rio com a dragagem.

De acordo com o prefeito, a verba para o projeto deverá vir do governo federal, já que o estado sinalizou não ter condições de arcar com os custos. “Cerca de R$ 300 milhões serão destinados a Santa Catarina para o PAC 2 da Defesa Civil, e queremos conseguir pelo menos os recursos necessários”, afirma o prefeito.
Durante o encontro, que reuniu representantes de diversas entidades, foi pedido que os políticos esqueçam as filiações partidárias e que busquem os recursos. Também chegou-se a sugerir que se sejam buscadas as licenças antes da entregar do projeto ao governo federal.

O projeto é o mesmo apresentado anteriormente em Brasília. Foi desenvolvido pelo departamento estadual de infraestrutura (Deinfra) e pela Companhia Integrada Desenvolvimento Agrícola (Cidasc).

O que consta no projeto
O “Projeto de manutenção da calha permanente do Rio Tubarão” foi desenvolvido pela gerência de obras hidráulicas do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), em conjunto com a Cidasc.

Os engenheiros levaram em consideração algumas referências, como permitir o uso do Rio Tubarão como corredor de navegação e não prejudicar a paisagem local. Foram realizados estudos topobatimétricos, geotécnicos, das marés e dos ventos, entre outros.

O volume de material a ser removido ao longo do trecho de 29,7 mil metros era de 6.831.455,075 metros cúbicos em 2009. A última ação de dragagem deste porte do Rio Tubarão ocorreu entre 1978 e 1982 e fazia parte do plano de contenção de cheias, do antigo Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), após a enchente de 1974.

Sair da versão mobile