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Negociações emperram

Zahyra Mattar
Tubarão

As questões que envolvem a greve dos professores estão cada vez mais complexas. O fato é que ambos os lados têm razão. Os educadores ganharam na justiça o direito de receber o piso nacional de R$ 1.187,97, e merecem o cumprimento da lei.
Contudo, estados e municípios estão cada vez mais ‘argolados’ com compromissos financeiros impostos pela União. Assim como Tubarão, nenhuma cidade catarinense tem direito de buscar verba na esfera federal para quitar mais esta conta.

Sem acordo, a greve continua nas escolas de Santa Catarina e nas da rede municipal de ensino de Tubarão. A contraproposta feita pelo sindicato estadual da categoria não foi aceita. A justificativa é que supera o valor compatível ao orçamento do estado, de R$ 22 milhões.
“Não temos mais de onde tirar dinheiro. Inclusive, ultrapassamos o nosso primeiro teto, que era de R$ 20 milhões”, contextualiza o secretário-adjunto da educação, Eduardo Deschamps.

Em Tubarão, o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) anunciou nesta sexta-feira que vai esperar o posicionamento do governo do estado para voltar a negociar com os professores. A proposta prevista para ser entregue nesta sexta foi adiada e não há mais data para isso.
“Vamos esperar para ver o que o estado fará. Estou magoado com os professores, o acórdão não foi publicado. Por que não esperam? Sinto como se tivesse levado uma punhalada nas costas. Não podemos pagar o piso na carreira. Não temos dinheiro. Não temos de onde tirar dinheiro”, justifica Bertoncini.
Os professores municipais fizeram um protesto pela centro da cidade nesta sexta-feira. Não há agendamento de ações públicas para a próxima semana. O mesmo ocorre na rede estadual. 

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