De todos os tipos de câncer, o da pele é o mais comum, representando cerca de 30% de todos os tipos de cânceres. Estima-se, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 165,5 mil novos casos de câncer de pele não-melanoma e 6.260 mil novos casos de melanoma para este ano de 2019 no Brasil.
A médica dermatologista Miriam Popoaski, do Centro Médico Unimed, aponta que, entre os fatores de risco, qualquer pessoa pode desenvolver um câncer de pele, porém é muito mais frequente nas pessoas de pele clara, olhos claros e cabelos louros ou ruivos.
Segundo a dermatologista, a exposição prolongada ao sol, especialmente na infância e adolescência aumenta substancialmente a chance de desenvolver a doença. Outro fator de risco é o histórico de câncer de pele na família, algumas doenças de pele, imunossupressão e exposição a câmaras de bronzeamento artificial.
Prevenção
A fotoproteção ainda é a maneira mais eficaz de prevenir um câncer de pele. Acentua a dermatologista Miriam Popoaski, que as medidas de fotoproteção incluem o uso de filtro solar e a adoção de hábitos que visam diminuir a exposição solar. Orienta que, deve-se aplicar o filtro solar cerca de 30 minutos antes da exposição solar (mesmo nos dias nublados) e reaplicá-lo a cada hora, ou após um mergulho ou grande transpiração. Mesmo os filtros ditos à prova d’água devem ser reaplicados.
Ao comprar um filtro solar, a especialista orienta que, além do fator de proteção UVB de no mínimo 30, deve-se observar o PPD. Ele mede a proteção contra os raios UVA, que causam o envelhecimento e alguns tipos de câncer de pele.
A médica orienta ainda que, o protetor solar labial também deve ser utilizado com as mesmas características. “Em crianças acima dos seis meses é fundamental a utilização de filtros solares específicos – de preferência filtros minerais. Além disso, elas não devem ser expostas diretamente ao sol”, acentua.
Vale ressaltar que a proteção solar para os olhos não pode ser esquecida. O ideal é o uso de óculos solares de boa qualidade que diminuem a luz a níveis confortáveis, bloqueando os raios UV.
Além dos filtros solares, o uso de guarda-sol, chapéus e roupas (todos com fotoproteção) são medidas importantes no cuidado com a pele. “Procure sempre locais sombreados. E lembre-se: a exposição solar das 10h às 16h é proibida”, conclui.
Hidratação e alimentação
Com a chegada do verão, no que diz respeito aos cuidados com a pele, alimentação e hidratação, é importante tornar alguns hábitos mais rotineiros.
Segundo Miriam Popoaski, perde-se água e sais minerais com o suor mais intenso. “Portanto, a ingestão de água é fundamental, já que a desidratação reflete na qualidade da pele, unhas e cabelos. Além disso, a pele hidratada torna-se mais resistente ao dano solar”, orienta.
Alguns alimentos ricos em carotenóide e antioxidantes podem diminuir a formação de radicais livres, tendo um potencial fotoprotetor e fotoreparador. Durante a consulta dermatológica, podem ser prescritos suplementos que auxiliam na fotoproteção.
Deve-se atentar também à manipulação de alguns alimentos, como frutas cítricas e posterior exposição solar, o que pode ocasionar uma dermatite conhecida por fitofotodermatose, semelhante a uma queimadura.
