Início Especial Falência pode ser decretada

Falência pode ser decretada

 O advogado Estephan Folle entrou com a ação com base na lei das incorporações imobiliárias
O advogado Estephan Folle entrou com a ação com base na lei das incorporações imobiliárias

Letícia Matos 
Tubarão

O caso da Criciúma Construções, que lesou 8,8 mil pessoas, continua em investigação. O dono da empresa, Rogério Cizeski, e o diretor financeiro Ramon Geremias foram afastados da administração e presos. Um administrador provisório assumiu a gestão e solicitou ontem ao judiciário a falência da empresa. Com isso, surge a dúvida: Como ficarão os clientes que compraram os imóveis que nunca ficaram prontos?

Em Tubarão, a empresa lesou 76 famílias. No edifício Alameda Central, na rua Coronel José Martins Cabral, no centro, foram comercializados 70 apartamentos residenciais e seis salas comerciais. Conforme o advogado Estephan Folle, cliente lesado pela Criciúma Construções e representante legal da ação contra a empresa, com a falência decretada pode ocorrer algum impacto no processo, mas há convicção que a situação será contornada. “Nosso processo foi feito de forma paralela com base na lei das incorporações imobiliárias. Criamos uma associação e já temos a destituição para recomeçar a obra com outra construtora”, explica. 

Para a construção do edifício, a empresa recebeu cerca de R$ 6 milhões, porém foram aplicados na obra aproximadamente R$ 2,5 milhões. “Foi cotado um montante de R$ 10,5 milhões para finalizá-la. Quanto ao prejuízo que tivemos, optamos por fazer um rateio”, esclarece. “O interesse coletivo prepondera sobre o individual. Com a união do grupo, por meio da associação, vamos conquistar o sonho e está cada vez mais visível”.

Manifestação ocorre hoje
Os clientes da empresa farão uma manifestação hoje, às 12 horas, em frente ao fórum de Criciúma, para reivindicar a recuperação judicial. O Ministério Público estadual já fez duas denúncias contra dois empresários e dois executivos envolvidos no caso. Como resultado da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foram apreendidos documentos e presos preventivamente três envolvidos no esquema, denunciados por estelionato, crime contra a economia popular e contravenção contra a economia popular. 

 

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