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Falsa pesquisa é divulgada

Tubarão

A 59 dias do pleito de outubro, uma pesquisa eleitoral falsa, que envolveu o nome do Notisul, começou a ser divulgada nas redes sociais ontem, como termômetro de intenção de votos dos eleitores de Capivari de Baixo. A pesquisa não foi encomendada, não saiu na edição de ontem e não foi realizada pelo jornal, muito menos por qualquer instituto. Portanto, a divulgação não é verdadeira.

A pesquisa não encomendada trouxe o primeiro colocado com 36% das intenções de voto, o segundo com 25% e o terceiro com 18%. Conforme o presidente do diretório do PSD em Capivari (partido citado na falsa divulgação), Amadeu da Luz, a publicação foi realizada para prejudicar o pré-candidato a prefeito do partido. “Não posso pensar de outra forma. A divulgação deste material foi para desestabilizar a nossa pré-candidatura à majoritária. Não podemos fazer nada, e o que nos resta é prosseguir com o nosso trabalho”, observa Amadeu, que soube da publicação via rede social na tarde de ontem.

No Brasil, ainda é muito comum ‘escutar’ que os eleitores escolhem o candidato que ocupa a primeira posição nas pesquisas para não jogar o voto no ‘lixo’. Porém, esta maneira de escolher um representante pode-se tornar um erro.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a divulgação de pesquisa falsa é crime punível com detenção de seis meses a um ano, além de multa que varia entre R$ 53 mil a R$ 106 mil. Para divulgar o resultado de pesquisas sobre as eleições ou sobre possíveis candidatos, as empresas ou entidades são obrigadas a registrar cada uma no juízo eleitoral ao qual compete fazer a inscrição dos candidatos, com os dados previstos em lei e nas resoluções expedidas pelo TSE. A direção do Notisul já registrou um boletim de ocorrência e processará os responsáveis pela falsa divulgação.

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