Lysiê Santos
Jaguaruna
O atendimento dos Bombeiros Voluntários de Jaguaruna está ameaçado pela falta de combustível. Sem o recurso para o pagamento, os veículos permanecem parados. A associação reivindica o pagamento do convênio de R$ 4 mil, mais R$ 2 mil de manutenção de combustível acordado pela prefeitura de Jaguaruna. A instituição presta serviço de atendimento de incêndio, resgate e assistência pré-hospitalar em Sangão, Treze de Maio e na Cidade das Praias.
“O convênio é de R$ 4 mil para pagamentos de efetivo e manutenção de viaturas, e mais R$ 2 mil para a compra de combustível. No entanto, no dia 20 de dezembro a gestão anterior parou de repassar a verba. Na época, contávamos com o depósito de R$ 10 mil da Câmara de Vereadores, que seria feito em 29 de dezembro, o que não ocorreu. Isso fez com que, desde então, acumulássemos uma dívida de R$ 5,7 mil de abastecimento”, calcula o presidente da associação, Evaldo Duarte Espíndola.
Essas e outras informações serão debatidas hoje, às 18 horas, durante a sessão na Câmara de Vereadores de Jaguaruna. “Queremos pedir o auxílio dos legisladores e apresentar à comunidade as dificuldades que enfrentamos no momento. O bombeiro voluntário não tem partido, só queremos continuar prestando o atendimento”, pretende Evaldo.
Além do convênio com a prefeitura estimado em R$ 6 mil, a entidade mantém parceira com a municipalidade de Sangão, que repassa R$ 3 mil, e com a de Treze de Maio, a qual dispõe de R$ 1 mil por mês. Segundo o presidente, os valores são destinados ao pagamento do efetivo e à manutenção da sede.
Conforme o prefeito de Jaguaruna, Edenilson Montini da Costa (PMDB), o depósito da segunda parte do valor acordado será efetuado ainda hoje.
Nova sede é construída em Jaguaruna
Apesar das dificuldades que enfrenta para manter os serviços de atendimento, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Jaguaruna, que atua há mais de oito anos na região, iniciou as obras da nova sede da entidade. A estrutura, de 520 metros quadrados, orçada em torno de R$ 600 mil, já está em fase de acabamento da etapa de concreto.
O projeto é um sonho antigo dos voluntários, que arrecadaram R$ 100 mil – que foi revertido no pagamento da mão de obra da primeira etapa. O restante é arrecadado por meio de campanhas e doações. A expectativa é que a obra seja concluída até 2018. “Os recursos para iniciar já investimos na mão de obra da laje. Agora, daremos início a campanhas. As pessoas também podem ajudar por depósito bancário”, pede o presidente.
Atualmente, a corporação conta com o trabalho de 62 voluntários. A nova sede contará com sala especializada para realização de cursos, espaço para simulação de resgate e local adequado para armazenamento dos equipamentos.
Os interessados podem colaborar com a continuidade da obra por meio de doações de materiais de construção ou depósito bancário no Banco do Brasil, Agência 2202-0, Conta 21.953.3 ou na Caixa Econômica, Agência 2891, Operação 013, Conta 11004-6.
