Jaguaruna/Laguna
Pescadores fizeram uma manifestação de mais de duas horas desta terça-feira (8), na Barra do Camacho, na divisa entre Jaguaruna e Laguna. O ato ocorreu porque os manifestantes se mostraram preocupados com a demora na tomada de providências visando o desassoreamento.
Conforme os moradores, representantes da prefeitura da Cidade das Praias é quem conduzem a licitação, que foi cancelada por inadequações no edital. Um novo documento será lançado para esse processo.
A maioria dos participantes do ato era pescadores da região da Ilha, porém, havia manifestantes das comunidades dos balneários Camacho e Garopaba do Sul. Eles asseguram que os recursos para o desassoreamento estão garantidos, cerca de R$ 1 milhão do governo federal e R$ 500 mil do Estado. “Esta é a sexta vez que a barra precisa passar por desassoreamento. A obra tem relevância ambiental e econômica e mais de duas mil famílias dependem dela aberta para manter a atividade da pesca artesanal”, conta um manifestante.
A presidente da União das Associações de Pescadores da Ilha, Maria Aparecida dos Santos Ramos, a Cida, conta que a presença do prefeito de Jaguaruna, Edenilson Montini (PMDB), foi solicitada ao local, no entanto, ele afirmou que não poderia ir e também não enviaria ninguém para conversar. “Foi lamentável a fala do prefeito. Salientamos que não sairíamos sem conversar com ele e a resposta foi que mandaria colchões e marmita para nós. Vamos nos mobilizar e realizar outra manifestação na sexta-feira, às 13h”, agenda Cida.
Procurado pelo Notisul, o prefeito Montini destacou que participava de um seminário em um hotel em Tubarão e, por isso, não se deslocou até o Camacho. “Vi por foto que poucos eram pescadores. Se há manifestação deve ser da categoria. Se eles quiserem conversar marcamos uma reunião. Mas uma manifestação sem o apoio da polícia e sem um aviso prévio fica difícil. Quanto a marmita e colchão disse que mandaria porque não posso proibir ninguém de estar lá”, defende-se.
