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Ferrovia Litorânea Sul: Obra está no PAC 2

Zahyra Mattar
Tubarão

A questão de logística é uma lacuna no crescimento econômico catarinense. E não apenas do sul, mas de todo o estado. Hoje, a realidade precária dá espaço para obras que podem, definitivamente, fazer Santa Catarina disparar no que diz respeito a crescimento econômico.

O Porto de Imbituba recebe investimentos extraordinários, a BR-101 segue para fase final de duplicação, o Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, é quase uma realidade. Com tanta logística a praticamente ‘um passo’ de se tornarem palpáveis, não poderia surgir notícia melhor para a região: a construção da Ferrovia Litorânea Sul está incluída no Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2), do governo federal.
“Isto significa que teremos recursos para tirar este projeto, fundamental para o sul e para o estado, do papel”, valoriza o deputado federal José Carlos Vieira (PR). Os estudos de viabilidade para a interligação férrea de Santa Catarina e do país foram feitos entre 2002 e 2003.

Em maio do ano passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) lançou o edital para a realização dos estudos de impacto ambiental e dos serviços de arqueologia para obtenção do licenciamento ambiental. Somente para esta etapa, foram destinados R$ 3 milhões.

Os projetos de engenharia (o trecho foi dividido em dois lotes) começaram a ser feitos no ano passado, cujo investimento chega à casa dos R$ 20 milhões. A obra está orçada em R$ 945 milhões e deve ser finalizada em até 24 meses após a contratação das empresas. O Dnit trabalha com a previsão de licitar a obra no começo do próximo ano.

O projeto
A Ferrovia Litorânea Sul terá 236 quilômetros e interligará a Ferrovia Tereza Cristina, no sul do estado, às ferrovias da América Latina Logística (ALL), que possui quatro trechos (Porto União – Marcelino Ramos, Mafra – Porto União, Mafra – São Francisco do Sul (porto) e Mafra – Divisa com o Rio Grande do Sul através de Lages). Quando estiver pronta, a estrada de ferro ligará os portos de Imbituba, Itajaí e São Francisco do Sul à malha férrea nacional.

O sul catarinense nos trilhos do desenvolvimento

Com um total de 34 milhões de toneladas de cargas transportadas e investimentos que ultrapassam R$ 50 milhões, a Ferrovia Tereza Cristina, sediada em Tubarão, trilha um novo caminho com o reinício do transporte de contêineres. A retomada impulsiona a ferrovia de história centenária e traz fôlego extra para as indústrias da região sul catarinense, que operam pelo porto de Imbituba.

Concessionária privada de uma malha de apenas 164 quilômetros de extensão, isolada do sistema ferroviário nacional, a obtenção de novas cargas é, no momento, a melhor opção de crescimento para a Tereza Cristina. Agora, com a inclusão da obra da Ferrovia Litorânea, que interligará os trilhos da FTC com a malha férrea nacional e ainda os portos de Itajaí e São Francisco do Sul, a expectativa é de maior crescimento.

E o desenvolvimento da FTC não é isolado. Todos os municípios, especialmente Tubarão, ganham com a extensão da malha férrea. “Estes projetos são conversados há dez anos e agora, com a notícias da inclusão no programa do governo, observamos que há mesmo intenção para execução da obra. Não somos os ‘donos’ da obra, mas, com certeza, grandes incentivadores. Acredito que agora é uma questão de vontade”, valoriza o gerente de planejamento da FTC, Celso Schurhoff.

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