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Gerson cita Copa do Mundo em chegada ao Cruzeiro e se emociona ao defender o pai

Apresentado oficialmente pelo Cruzeiro nesta terça-feira (13), o volante Gerson falou sobre o projeto do clube mineiro, afirmou que a escolha pode aproximá-lo da Seleção Brasileira e se emocionou ao defender o pai das críticas recebidas durante negociações recentes. O jogador chorou ao relembrar a trajetória da família e classificou o momento como um desabafo.

Ex-Flamengo, Gerson retorna ao futebol brasileiro menos de um ano após deixar o país. Ele destacou que a proposta da Raposa foi determinante para a decisão de deixar o Zenit, da Rússia, mesmo após um curto período no futebol europeu.

O Cruzeiro é um projeto irrecusável. Quando tem um esforço muito grande, isso a gente tem que levar em consideração — afirmou o jogador.

Maior contratação da história do futebol brasileiro

Para repatriar Gerson, o Cruzeiro fez o maior investimento da história do futebol brasileiro em valores corrigidos pela inflação. O clube vai pagar 27 milhões de euros (cerca de R$ 169 milhões) ao Zenit, além de 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 18 milhões) em bônus condicionados ao cumprimento de metas contratuais.

O volante iniciou os treinos com o elenco nesta segunda-feira (12) e vestirá a camisa 97. A expectativa é que ele esteja à disposição para estrear no clássico contra o Atlético-MG, pela primeira fase do Campeonato Mineiro, no dia 25 de janeiro.

Já estou adaptado. Fui muito bem recebido, conheço alguns jogadores, e o grupo é acolhedor. Estou trabalhando bastante para ficar disponível o mais rápido possível — disse.

Projeto mira a Copa do Mundo

Um dos principais fatores que pesaram na decisão de Gerson foi o projeto esportivo do Cruzeiro voltado à visibilidade internacional e à Seleção Brasileira. No Zenit, o volante perdeu espaço e ficou distante das convocações.

Eu sonho em estar na Copa do Mundo, e o projeto do Cruzeiro me deixa mais próximo disso. Tenho que fazer meu trabalho em campo — afirmou.

Gerson foi convocado pela última vez na Data Fifa de junho do ano passado, quando atuou contra Equador e Peru, na estreia de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira.

Emoção ao falar da família e do pai

Durante a apresentação, Gerson se emocionou ao defender o pai, Marcos Antônio da Silva, conhecido como Marcão, que foi alvo de críticas ao longo da carreira do jogador, especialmente durante negociações envolvendo clubes.

Meu pai foi meu primeiro treinador. Esteve comigo quando a gente não tinha nada para comer em casa. Muitas pessoas criticam, mas ninguém sabe o que a gente passou — disse, chorando.

Marcão acompanha de perto a carreira do filho desde a base do Fluminense e tem participação ativa em decisões contratuais. Durante a última passagem de Gerson pelo Flamengo, o pai passou a ser chamado de “atleta Marcão”, apelido que surgiu após declarações públicas do então presidente rubro-negro sobre as negociações.

Esse choro não é de tristeza, é de alegria. Hoje eu posso dar uma vida boa para minha família e uma escola digna para minha filha. Não vai ser agora que eu vou abandonar meu pai — completou o volante.

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