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Google testa alerta na tela contra golpes em chamadas de vídeo; veja como vai funcionar

Foto: Divulgação

O Google iniciou, em parceria com o Itaú, os testes de um alerta de segurança para impedir golpes envolvendo o compartilhamento de tela durante chamadas de vídeo. O recurso, anunciado na quarta-feira (12), será liberado para celulares com Android 11 ou superior e busca reduzir fraudes que usam engenharia social para acessar contas bancárias.

Como funciona o novo alerta do Google

O sistema exibirá um aviso sempre que o usuário abrir o aplicativo do Itaú ou da Carteira do Google enquanto estiver compartilhando a tela com alguém que não pertence à sua lista de contatos. A proposta é impedir que golpistas vejam dados sensíveis e orientem vítimas a realizar ações arriscadas.

A ferramenta também trará um botão de ação rápida que permite encerrar a chamada e interromper o compartilhamento de tela com um toque.

Segundo o Google, a iniciativa cria uma camada adicional de proteção em situações consideradas de alto risco.

Por que o recurso foi criado

O golpe do compartilhamento de tela tem feito vítimas em diferentes estados. Criminosos induzem pessoas a abrir aplicativos bancários enquanto exibem a tela para terceiros durante videochamadas.

Em um caso ocorrido no Rio de Janeiro, em outubro, uma mulher foi enganada por alguém que se passou por advogado. O golpista afirmou que ela havia recebido R$ 20 mil em um processo judicial e a convenceu a acessar sua conta para “confirmar o depósito”, momento em que obteve informações sensíveis.

Em Alagoas, outro golpe envolveu criminosos que se passaram por influenciadores oferecendo prêmios em dinheiro. Ao orientar vítimas a compartilhar a tela para “validar o sorteio”, os golpistas conseguiram acesso a dados bancários.

O que diz o Google

A empresa afirma que o principal objetivo é bloquear tentativas de fraude durante chamadas de vídeo e impedir que terceiros visualizem aplicativos financeiros.

“O cerne da proteção é evitar que o fraudador veja a tela do banco e guie o usuário para efetivar alguma transação ou acabar revelando dados pessoais sensíveis no processo”, informou a companhia.

O Google também destacou que pretende ampliar o recurso para o maior número possível de usuários e que bancos e empresas de pagamento interessados poderão adotá-lo.

Orientações de segurança

Especialistas reforçam que usuários nunca devem:

  • compartilhar a tela do celular com desconhecidos;

  • informar senhas ou códigos de acesso durante ligações;

  • permitir que terceiros orientem procedimentos em aplicativos financeiros.

O recurso ainda está em fase de testes, mas representa uma nova ferramenta de prevenção em meio ao crescimento de golpes por engenharia social.

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