Karen Novochadlo
Tubarão
Uma nova assembleia foi realizada, ontem, pelos professores municipais para decidir os encaminhamentos da greve em Tubarão. Por ora, é previsto que a paralisação dure mais uma semana. O juiz da vara de trabalho que decidiria se o movimento é legal preferiu encaminhar o processo para Florianópolis. A audiência ocorreu ontem.
Por enquanto, não houve acordo entre os lados. A prefeitura alega que não pode pagar a quantia exigida pelos professores. Isto aumentaria em R$ 800 mil mensais a folha de pagamento. Mas garante quer irá pagar o piso nacional (R$ 1.187,00) como vencimento inicial. Hoje, são pagos R$ 1.020 (valor atingido quando é somado o salário aos benefícios). Mas, para isso, o governo municipal alega que terá que reduzir os benefícios, como a regência de 40%.
Por outro lado, os professores não querem perder os direitos adquiridos. Hoje, um especialista indicado pelo Ministério da Educação (MEC) deverá estar em Tubarão para ajudar a prefeitura a elaborar um plano de carreira de acordo com as finanças da administração.
A vice-presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut), Miriam Terezinha Lopes Lúcio, não acredita em o fechamento de escolas, como foi cogitado pelo poder público na última semana. “O prefeito Manoel Bertoncini inaugura escolas esta semana. Como pode pensar em fechar outras?”, indaga. Os membros do Sintermut lembram que já havia sido levantada, antes da greve, a possibilidade de fechar escolas com poucos alunos.
Na quinta-feira, será realizada uma nova assembleia do sindicato.
Negociação entre professores e estado avança
A reunião entre os professores e o governo estadual, realizada ontem, durou três horas. Os principais pontos debatidos foram a tabela salarial por níveis (plano de carreira) e manutenção da gratificação por regência de classe. O estado admitiu pagar 20% de regência, mas os professores pedem 25%.
Os professores estão em greve há 20 dias. Hoje, uma assembleia regional será realizada em Tubarão, no Espaço Integrado de Artes. O objetivo será debater os próximos passos do movimento e avaliar a proposta do governo. Quinta-feira, será realizada a assembleia estadual, em Florianópolis.
O governo já informou que pagará o piso nacional (R$ 1.187,00). Mas a reclamação dos professores é de que as tabelas apresentadas pelo estado achatam as categorias dos profissionais.
Greve em Imaruí
Ontem, professores da rede municipal e servidores da prefeitura de Imaruí entraram em greve. Os trabalhadores reivindicam um reajuste de 8% e o pagamento do piso nacional do magistério.
