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Greve é suspensa por 90 dias

Em Tubarão, a exemplo das unidades prisionais de Imbituba e Laguna, os agentes paralisaram os serviços
Em Tubarão, a exemplo das unidades prisionais de Imbituba e Laguna, os agentes paralisaram os serviços

Florianópolis

Após 20 dias de paralisação, a greve dos agentes penitenciários está suspensa por três meses. Com isto, os trabalhos retornam à normalidade nas unidades prisionais de Santa Catarina.
 
A decisão foi tomada ontem à tarde, em Florianópolis, durante uma reunião entre o secretário de estado da fazenda, Antônio Gavazzoni, membros do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público (Sintespe) e oito agentes penitenciários, de regiões diferentes.
 
Uma comissão de negociação foi criada com três integrantes do comando de greve e outros três do governo estadual. Eles estudarão as alterações na lei 472/2009, nas quais o governo alega que não teve tempo hábil para analisar.  Entre estas, os agentes desejam a modificação no vale-alimentação, que desde 2002 está congelado, o valor das diárias, entre outras questões.
 
A abertura de mais 800 vagas para agentes sócio-educativos e outras 2,6 mil para agentes penitenciários também é outra solicitação. De imediato, foi garantida a contratação de 300 agentes e a garantia de que não haverá retaliações ou qualquer tipo de ameaças ao movimento grevista.
 
Durante a paralisação, além da suspensão das visitas aos detentos, ficaram proibidos os banhos de sol, as escoltas aos fóruns, o atendimento aos advogados e outras atividades do dia a dia. 
 
Alerta é emitido após ataques no estado
Um alerta foi emitido pela secretaria de estado de segurança pública (SSP) às polícias de Santa Catarina, após os ataques ocorridos nos últimos dias. Para a PM, a greve dos agentes prisionais teria ocasionado uma rebelião no presídio de Criciúma, o que supostamente resultou nos atentados. 
Foram três veículos incendiados, um em Florianópolis e, neste sábado, um em Joinville, o terceiro caso foi registrado em Criciúma. Somados com duas ocorrências em Balneário Camboriú e Florianópolis, na semana passada, são sete os ataques. 
 
As reivindicações
Entre os pedidos dos agentes está o cumprimento da database, a extensão da proficiência, revisão do plano de cargos e salários, vale-alimentação, aumento das diárias, entre outros. Para o Tribunal de Justiça, a greve é considerada inconstitucional, pois a legislação não permite a paralisação de servidores que portem armas de fogo e que são responsáveis diretos pela manutenção da ordem e da segurança pública. 
 
 
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