Início Especial Greve: Rodada de negociação não ocorre

Greve: Rodada de negociação não ocorre

Zahyra Mattar
Tubarão

Existia a possibilidade da apresentação de uma nova proposta da diretoria da Caixa Econômica Federal, durante o fim de semana, aos funcionários em greve. Na região do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (Seebtr), os trabalhadores cessaram as atividades há exatos 22 dias.

Hoje, às 9 horas, os funcionários deliberam pela continuidade do movimento e também se aceitam, ou não, o julgamento do dissídio coletivo, ajuizado na última sexta-feira pela diretoria do banco no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Caso eles não concordem, o julgamento da ação não pode ser feito. A orientação do comando nacional é que os trabalhadores rejeitem o julgamento e mantenham a greve até que a Caixa atenda às reivindicações dos funcionários.

Na região, estão paralisadas as agências de Tubarão (margem esquerda e direita), Orleans, Braço do Norte, Capivari de Baixo e Jaguaruna. Os funcionários de Criciúma retornaram ao trabalho sexta-feira. Em Laguna, a paralisação terminou há uma semana.

Proposta
A categoria reivindica, especialmente, o pagamento de participação nos lucros e resultados (PLR). A Caixa propôs a distribuição de valores fixos por grupos de cargos, cuja variação é de R$ 4 mil a R$ 10 mil. Os funcionários não aceitam sob a alegação de que os colegas no meio da pirâmide salarial não teriam reajuste substancial.

Ação coletiva de dissídio
A proposição da diretoria da Caixa Econômica Federal no Tribunal Superior do Trabalho é uma espécie de ação judicial trabalhista para solucionar questões sem consenso durante a negociação.

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