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Prefeitura de Orleans: Meta é fechar as contas

Wagner da Silva
Orleans

Em função da crise mundial, economia e corte nas despesas de secretarias são palavras de ordem dentro da maioria das prefeituras da região. Em Orleans, a preocupação é o fechamento das contas do primeiro ano da nova gestão e a esperança de executar projetos em 2010.

Hoje, a queda na arrecadação, em cerca de R$ 2 milhões, colocou o município em situação financeira delicada. O principal ponto está na folha salarial. O secretário de administração da prefeitura, Valter Orbem, explica que o gasto com o pagamento dos servidores consome 46% da arrecadação, 5,3% abaixo do limite prudencial sugerido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O cinto precisa ficar bem apertado para cumprir com o pagamento das quatro próximas folhas salariais. “Apesar da baixa arrecadação, tentamos manter os empregos para não gerar um problema social. Passaremos estes próximos três meses no limite. Apesar disso, a previsão de crescimento em 2010 é grande”, avalia Orbem.

Outro ponto é o retorno das atividades da prefeitura ao horário normal: das 8 ás 12 horas e das 13 às 17 horas. Hoje, o executivo atua em apenas meio período justamente para economizar. “Ofereceríamos melhor atendimento à população e cumpriríamos as metas muito mais rápido se o horário voltasse ao normal. Queremos isto, mas com menos gastos. Uma proposta neste sentido é avaliada”, adianta o secretário.

Prefeito assume projeto da Cohab
A construção de 94 casas populares na área rural de Orleans é outro projeto que a administração assumiu em virtude dos valores. Segundo o secretário de administração da prefeitura, Valter Orbem (foto), o conjunto habitacional foi projetado em parceria com a Cohab, que disponibilizou R$ 870 mil para as obras. Ao todo, 74 casas foram erguidas.

O problema surgiu após a empreiteira apurar o valor. Pela Cohab, a construção das casas com 40 metros quadrados cada seria de R$ 26 mil. Já a prefeitura, chegou ao preço de R$ 9 mil cada residência. “Além de dar o terreno e disponibilizar o maquinário, teríamos que arcar com os R$ 17 mil de diferença para cada casa. Por isso, resolvemos assumir as obras. Vinte casas foram concluídas com dinheiro da prefeitura e as outras 20 ainda serão erguidas”, resume Orbem.

O maior problema é o gasto com a saúde e as obras
As maiores dificuldades de gestão na prefeitura de Orleans estão na pasta da saúde, devido ao número de programas, e na secretaria de obras. Com mais de 1,3 mil quilômetros de estradas e o largo período de chuvas, os gastos com manutenção das estradas é enorme e preocupante. “Com a arrecadação em queda, proporcionalmente os gastos da administração subiram 50%. A logística atrapalha, principalmente porque o município é grande e manter as estradas é complicado”, lamenta o prefeito de Orleans, Jacinto Redivo (DEM), o Tinto.

Ele destaca que vários projetos foram desacelerados devido às condições econômicas, mas espera terminar o ano, considerado por ele nebuloso, com a apresentação de novos projetos a serem desenvolvidos em 2010. “A construção de uma creche, pavimentação e compra de equipamento foram praticamente suspensas neste ano para que possamos cumprir com as metas fiscais. Alguns destes recursos estão garantidos e a contrapartida é uma questão de tempo”, avalia Tinto.

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