Mendonza, Argentina
Alejandro Malgor e dois de seus amigos, Ezequiel Gatti e Nazareno El Hom resolveram aproveitar as 100 mil toneladas de pneus eliminados todos os anos na Argentina para fabricar sapatos.
E fizeram mais que isso: dar oportunidades para desempregados, em particular, mães solteiras, na cidade natal deles, Mendonza.
Hoje, a empresa Xinga emprega 25 mulheres de área rurais, onde grande parte da produção é feita.
Malgor diz que está empenhado em trabalhar com as comunidades locais e permitir que as mães solteiras permaneçam chefes de suas famílias.
Tudo isso faz parte do projeto Across Women’s Lives, da série Wear and Tear: as mulheres que fazem nossas roupas.
“É gratificante que empresas que compram nossos produtos saibam que estão ajudando a capacitar mulheres e pessoas excluídas pelo sistema”, diz ele.
Capacitação
O principal objetivo da Xinca é capacitar as mulheres que não têm acesso à educação, dando a elas o treinamento que precisam para trabalhar.
Malgor diz que ele e os seus co-fundadores querem devolver às mulheres a própria dignidade, ajudando-as a se tornar independentes ao ganhar sua própria renda.
“Queremos ajudar as mães solteiras porque são tão importantes para a sociedade. São mulheres fortes que desejam dar as melhores vidas aos seus filhos, mas às vezes não possuem recursos, ou ferramentas para fazer isso”, diz Malgor.
Mauricia Vargas é uma dessas mulheres. Aos 40 anos, ela é mãe de dois filhos. Antes de se juntar à Xinca em 2014, ela trabalha no campo por longas horas e ganhava pouco. A Xinca deu a ela uma chance de aprender novas habilidades e ganhar mais dinheiro para sustentar sua família.
“Para mim, ter um emprego significa ajuda econômica e, ao mesmo tempo, aprender coisas que eu gosto”, explica Maurícia. “Esta oportunidade é muito boa porque você não está apenas aprendendo, está encontrando pessoas incríveis no trabalho e ganhando dinheiro ao mesmo tempo”. “As mulheres que empregamos são mulheres que querem avançar, que querem melhorar a qualidade de vida de seus filhos, mas que não sabem como fazê-lo”, diz Malgor. “Então, nós geramos oportunidades econômicas e sociais para que elas possam fazer isso por si mesmas”.
