
Priscila Alano
Tubarão
As agências bancárias de Tubarão buscam adequar-se à lei que determina a implantação de guarda volumes até o próximo dia 3. Entretanto, a maioria dos gerentes não concorda com a mudança. A alegação é que podem ter prejuízos, tanto clientes/usuários quanto a agência.
As equipes jurídicas das agências e as empresas de vigilância eletrônica analisam os pontos da lei para adaptar os locais e não causar transtornos. Para o gerente do Bradesco, Francisco José Cardoso, pessoas mal intencionadas podem fazer cópias da chave, furtar os objetos colocados por outros clientes/usuários, e a agência pode sofrer uma ação indenizatória.
“Vamos cumprir a lei. Mas, estamos preocupados com a questão segurança. Estamos analisando a forma mais viável”, justifica Francisco José.
O gerente de segmentos do Banco do Brasil, Alessandro Branco, afirma que a agência antecipou-se e já disponibiliza guarda volume para os clientes/usuários. Em torno de 50% dos armários é utilizado. “A lei não orienta quanto às dimensões e número de guarda-volume por clientes, mas os nossos usuários/clientes já podem depositar seus objetos no armário”, relata.
Na agência central da Caixa Econômica, o gerente Márcio Borges afirma que precisará fazer uma licitação para a aquisição dos guarda volume, já que se trata de uma empresa pública. “A superintendência cuida da aquisição dos armários. Contudo, os clientes/usuários já estão adaptados com a porta eletrônica”, contrapõe Marcos.
Filas
Com relação ao tempo de permanência nas filas, o fiscal José Carlos Cascaes relata que tem acompanhado as agências e que a maioria tem cumprido o prazo estabelecido, de 15 minutos nos dias normais e 30 minutos para os dias de maior movimento. “Percebi apenas que uma agência ainda não colocou bebedouro à disposição dos clientes/ usuários. Com relação às filas, a maioria das agência tem monitorado o tempo de permanência e busca agilizar o atendimento”, analisa Zé Carlos.