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O Hercílio Luz trabalha com a meta de chegar à Série A do Campeonato Brasileiro em um prazo de seis a sete anos. O planejamento foi apresentado pelo diretor executivo de futebol, Diego Cope, durante entrevista coletiva na sexta-feira (14), no Estádio Aníbal Torres Costa, em Tubarão.
O dirigente também detalhou os próximos passos da SAF. Entre os assuntos estão a reformulação do elenco, a Copa Santa Catarina, a troca do gramado do Aníbal Costa, a construção de um novo estádio e de um centro de treinamento.

SAF traça caminho do Hercílio Luz até a Série A
Ao falar sobre o planejamento de médio e longo prazo, Cope afirmou que a chegada à principal divisão do futebol nacional faz parte dos objetivos da SAF.
“A médio e longo prazo, sem arrogância, em seis ou sete anos, planejamos estar na Série A do Campeonato Brasileiro. Com isso, a gente precisa que este ano continue sendo uma temporada de vitórias. Com pé no chão, humildade, mas o futebol precisa ser planejado, não pode ser um acidente. O nosso acesso foi planejado desde janeiro, antes do meu anúncio”,
declarou.
Antes de apresentar os próximos objetivos, o executivo agradeceu aos profissionais envolvidos no processo de reconstrução do clube. Também destacou a atuação do presidente da SAF, Vinicius.
Segundo Cope, mesmo sem estar constantemente diante da torcida e da imprensa, o presidente teve participação central na estruturação do projeto.
Copa Santa Catarina é parte do planejamento
No curto prazo, o Hercílio Luz concentra as atenções na Copa Santa Catarina. A competição terá duas funções dentro do planejamento: preparar a equipe para o Campeonato Catarinense e buscar uma vaga na Série D do Brasileiro.
“Encaramos a Copa com dois objetivos: servir como pré-temporada para o Catarinense e buscar a vaga na Série D. A continuidade do projeto e do elenco é importante para sair na frente na questão do entrosamento”,
explicou Cope.
O clube renovou com aproximadamente 65% do elenco. De acordo com o diretor, as novas contratações estão sendo escolhidas de acordo com o modelo de jogo desenvolvido pelo Hercílio Luz.
A tendência é de poucas movimentações adicionais.
“Podem chegar mais duas ou três peças, no máximo. E, quem sabe, uma oportunidade de mercado. Talvez uma peça chegue antes da estreia na Copa Santa Catarina”,
afirmou.
A participação na Copa SC não estava inicialmente prevista no orçamento anual da SAF. Por isso, houve uma adequação financeira. Segundo Cope, a opção será trabalhar com um grupo menor, sem reduzir a qualidade pretendida.
Para o Campeonato Catarinense, a previsão é de investimento maior devido ao nível da competição.
Hercílio Luz negocia permanência de Wagner Coradin
Outro assunto abordado foi a situação de Wagner Coradin. O diretor explicou que a permanência depende de questões contratuais envolvendo o Marília.
“Ele tem vontade de ficar, e a gente está muito perto de um finalmente”,
afirmou.
Já Alan James deverá retornar ao Hercílio Luz depois de encerrar sua participação na competição que disputa pelo CSA.
Segundo Cope, o jogador manifestou o desejo de tentar o acesso pelo clube alagoano antes de voltar ao Leão do Sul.
Aníbal Costa terá troca de gramado
Fora das quatro linhas, uma das principais mudanças previstas envolve o Estádio Aníbal Torres Costa. O Hercílio Luz pretende substituir o gramado, mas ainda avalia qual tecnologia será adotada.
“Vai trocar o gramado do estádio. Só não está definido se será sintético ou natural, ainda estamos em negociação”,
explicou o executivo.
A intervenção poderá afetar os mandos de campo durante a Copa Santa Catarina. O Hercílio Luz deverá estrear em casa, mas ainda não definiu onde disputará as partidas seguintes caso a obra aconteça durante a competição.
O Caravaggio colocou seu estádio à disposição para receber jogos do clube, segundo Cope. Outras possibilidades também estão sendo analisadas.
“Estamos na fase de definição de orçamento e prazo com relação à troca do gramado”,
disse.
Novo estádio e CT fazem parte dos planos
A estrutura física também aparece como ponto importante para sustentar o projeto de chegar à Série A.
Cope afirmou que o Hercílio Luz permanecerá por um período no Aníbal Costa, mas reiterou os planos para construção de um novo estádio.
“O novo estádio vai sair. O CT vai começar a ser construído no mesmo lugar. Não temos prazo ainda, mas, provavelmente, vai sair mais rápido que o estádio”,
afirmou.
Segundo o dirigente, melhorar a infraestrutura será necessário para acompanhar o crescimento esportivo pretendido pela SAF e oferecer condições aos jogadores contratados nas próximas temporadas.
Sócio-torcedor e experiência no estádio
O Hercílio Luz também prepara ações para ampliar a relação com a torcida. Depois da Copa Santa Catarina, o clube pretende lançar um programa de sócio-torcedor com pelo menos três modalidades.
A ideia, segundo o executivo, é transformar os dias de partida em uma experiência que vá além dos 90 minutos.
“O torcedor precisa chegar ao estádio sabendo que o jogo é o evento principal, mas também que ele viva a experiência antes da partida, curta um ‘Hercílio Day’. Tudo voltado para o torcedor que nos ajudou a chegar até aqui”,
declarou.
Categoria de base terá parceria
Na formação de atletas, o planejamento prevê que o trabalho com a categoria Sub-18 seja desenvolvido com um parceiro.
“A ideia é trabalhar o Sub-18 com um parceiro, porque o nosso foco total estará na infraestrutura, no profissional e em atingir a Série A. Não queremos dividir os focos”,
explicou Cope.
O diretor também relembrou a reação da equipe após a derrota para o Fluminense-SC. Segundo ele, o resultado marcou uma mudança de postura do grupo e foi tratado internamente como a “virada de chave” na caminhada para alcançar o objetivo esportivo da temporada.
Com a reconstrução em andamento, o Hercílio Luz agora tenta combinar resultados imediatos com um projeto de longo prazo. A busca pela Série D é o próximo passo esportivo, enquanto a SAF estabelece a Série A do Brasileiro como objetivo para os próximos seis ou sete anos.
Quem é Diego Cope
Diego Cope é executivo de futebol do Hercílio Luz desde fevereiro de 2026 e acumula mais de uma década de experiência na gestão do futebol brasileiro. Antes de chegar ao Leão do Sul, passou por clubes como Boavista-RJ, Marcílio Dias, Votuporanguense, Marília, XV de Piracicaba, Desportivo Brasil e Bragantino. Entre os resultados da carreira, conquistou a Copa Santa Catarina pelo Marcílio Dias e foi vice-campeão da Taça Rio pelo Boavista, campanha que garantiu vagas na Série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. Cope também possui formação complementar na área de gestão esportiva, com cursos da Universidade do Futebol, Gestão Master Brunoro e participação na Brasil Futebol Expo, promovida pela CBF em 2019.