Início Geral Hospital Santa Teresinha: Repasses devem ser normalizados

Hospital Santa Teresinha: Repasses devem ser normalizados

Wagner da Silva
Braço do Norte

Todos os municípios que dependem do atendimento emergencial e de especialistas no Hospital Santa Teresinha (HST), de Braço do Norte, assumiram o compromisso, junto da direção da instituição, de efetuar um repasse mensal para suprir as despesas.
A promessa foi feita após os dirigentes da instituição de saúde visitarem prefeitos e vereadores das cidades do vale. Eles expuseram os números de atendimentos e quanto é pago por cada procedimento.

Com isso, a diretora do HST, Maria Celir Tenfen, a Zê, acredita que este ano as perspectivas são outras. “Seria melhor esquecer 2009. Passamos por muitas dificuldades. A parceria com os municípios são importantes e obtivemos um bom resultado após abrirmos o diálogo com os gestores. Agora, esperamos que eles cumpram sua palavra”, elogia Zê.

Um dos repasses que será feito é da câmara de vereadores de Braço do Norte. São R$ 136 mil divididos em dez parcelas. Além disso o legislativo comprometeu-se em doar o antigo veículo usado pela casa, um Golf, substituído recentemente.

O repasse ainda não foi efetuado e, por conta disso, os médicos ainda não receberam alguns honorários, caso do sobreaviso. A diretora afirma que a equipe está ciente da situação. “Eles compreenderam nossa posição e, assim como nós, acreditam no fortalecimento do HST na região”, valoriza a diretora.
Apesar de não ter confirmação de quanto cada município irá repassar, Zê já definiu onde a verba será investida: na manutenção da estrutura e em tecnologia para oferecer melhor atendimento aos pacientes.

Tabela do SUS

Como em todas instituições de saúde de Santa Catarina e do Brasil, o Hospital Santa Teresinha (HST), de Braço do Norte, solicitou há poucos dias à Federação dos Hospitais a intervenção junto ao Ministério da Saúde, para que um estudo para reajustar a tabela Sistema Único de Saúde (SUS) seja efetuado.

Há praticamente 15 anos, os valores pagos pelo governo federal aos procedimentos feitos pelo SUS são reajustes de forma linear, ou seja, alguns procedimentos receberam aumentos proporcionais e outros ficaram estagnados. Segundo a diretora da instituição, Maria Celir Tenfen, a Zê, não há mais como manter os hospitais em funcionamento com os valores repassados pelo governo.

“Há muito tempo se fala nisso, mas o Ministério da Saúde não apresentou nenhuma solução. O que é repassado não chega a cobrir 50% do custo de um procedimento”, lamenta a diretora do HST. Ela cita como exemplo a consulta médica que custa, em média, R$ 150,00. Pela tabela do SUS, o mesmo atendimento deve ser feito por R$ 10,00.

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