Imaruí
Um ano após o crime, uma jovem de 22 anos e seu companheiro, de 28 anos, foram condenados na última quinta-feira (14), em um Júri Popular pelo homicídio do idoso João Batista Antônio Alves, de 60 anos, crime bárbaro que chocou a cidade de Imaruí pela forma com o qual foi executado. As penas somadas chegam a quase 40 anos de prisão.
João Batista saiu pela última vez de casa no dia 8 de dezembro de 2016, numa quinta-feira pela manhã, atraído pela mulher, com quem havia mantido um relacionamento, a pedido de então companheiro dela.
O rapaz, J.O.S. chegou logo em seguida e, com golpes de pauladas e chutes na região do crânio, ceifou a vida de João Batista. Daí em diante, na tentativa de se livrar da ação da Justiça, o corpo da vítima foi trocado de lugar por duas vezes, até ser localizado sete dias depois.
A Polícia Civil de Imaruí instaurou um Inquérito Policial, identificou rapidamente os autores e com a colaboração do Ministério Público e do Poder Judiciário, cumpriu o mandado de prisão do casal três dias após a descoberta do corpo.
Ao final do processo, por meio do Tribunal do Júri, o homem foi condenado a 20 anos de prisão, enquanto a jovem cumprirá pena de 18 anos, ambos pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Relembre o caso
Em apenas três dias, policiais civis do Setor de Investigação Criminal da Delegacia de Imaruí resolveram o crime bárbaro que chocou a comunidade de Imaruí. Eles prenderam preventivamente, no da 15 de dezembro de 2016, o casal que matou a pauladas o aposentado João Batista Antonio Alves, 60 anos, depois enterrou o corpo, e confessou o crime.
João Batista foi morto após ter sido atraído para uma emboscada pela mulher, à época com 22 anos, com a qual manteve um relacionamento amoroso antes de ela passar a conviver com um jovem de 28, que a convenceu a encontrar-se com a vítima em um local escondido de forma que ele pudesse tirar a vida do aposentado.
Ao chegar ao local do crime, o assassino encontrou com a vítima e a coautora e passou a desferir uma série de golpes contra a cabeça de João Batista. À Polícia Civil de Imaruí, o assassino afirmou: “matei a pauladas”, antes de cavarem uma cova em meio ao um matagal onde depositaram o corpo. Alguns dias depois, o casal retornou ao local, desenterrou o cadáver e o levou a um lugar ainda mais escondido, onde os dois cavaram uma nova cova e enterraram parcialmente o corpo do aposentado.
