Início Opinião Inovação tecnológica é um antídoto para a economia em crise

Inovação tecnológica é um antídoto para a economia em crise

Empreender no Brasil diante do atual cenário econômico é um desafio para as empresas que exige adaptação constante às mudanças para manter a competitividade. Estar em uma região percebida como referencial no setor de tecnologia e inovação, como é o caso de Santa Catarina, não é garantia de permanência em um posto de excelência. O alto desempenho exige das organizações investimentos e muita gestão.

Com algumas das empresas mais inovadoras e bem-sucedidas do país no estado e a capital, Florianópolis, considerada a mais empreendedora do Brasil, segundo pesquisa Endeavor, uma organização internacional de apoio ao empreendedorismo, Santa Catarina demonstra sucessivamente a força e a vocação para inovar.

Já sob efeito de dificuldades na economia em 2014, o crescimento anual da área de TI em Santa Catarina foi de 15%, superando o próprio setor em nível nacional (10%), segundo a Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes).

Com faturamento em torno de R$ 2,5 bilhões no estado, o setor emprega mais de 20 mil pessoas em 1,8 mil empresas e, em 2015, deve abrir ao menos 1,5 mil postos de trabalho, conforme dados levantados junto aos filiados da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate).

O contexto mantém uma expectativa de crescimento da ordem de 15% em tecnologia esse ano, mesmo diante da retração econômica em diversos setores do país. Para minimizar os impactos da crise, empresas de todas as áreas realizam investimentos voltados à melhoria de seus processos e direcionam o foco para o aumento da produtividade.

As soluções tecnológicas atendem a essa demanda, auxiliando os negócios no desenvolvimento de seu diferencial competitivo para se sobressaírem diante da concorrência. É o momento de buscar a oportunidade em meio à crise.
As dificuldades também mostram que há importantes desafios a se transpor para o setor tecnológico sustentar uma posição de destaque nacional e continuar inovando.

Alguns parecem elementares e fazem parte da realidade brasileira, como a média de 107 dias para abrir uma empresa, que coloca o Brasil em 123º lugar no ranking Doing Business (Banco Mundial, 2014) entre 189 países. Mas há o que fazer pelo desenvolvimento das empresas no âmbito das cidades e do estado.

Em primeiro lugar, estabelecer o diálogo entre poder público e as empresas para resolver muitos dos entraves burocráticos. Em segundo lugar, prefeituras podem e devem regulamentar seu incentivo com a aprovação de leis e fundos de inovação.

Pelos fundos, o setor pode reinvestir parte do Imposto Sobre Serviços (ISS) que arrecadou em ações para atrair novos investimentos e fomentar uma indústria que é sustentável e voltada para o conhecimento. Depois da aprovação, é preciso boa vontade para tirar a lei do papel.

Mecanismos como esses são o que o setor tecnológico vislumbra para, além da iniciativa empreendedora, tornar Santa Catarina referência no Brasil em ambiente regulatório de incentivo à tecnologia.

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