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Já recebeu a mensagem do ‘bruxo’ que tortura e mata crianças em Criciúma?

Lily Farias

Muita gente tem recebido imagens e áudios relatando a presença de “bruxos” em Criciúma que estariam torturando e matando crianças.  No áudio, um homem comenta que a polícia identificou uma casa no bairro Vila São José e encontrou crianças mortas e mutiladas. O mesmo homem ainda fala que o tal ‘bruxo’ passa em creches e escolas e sequestram alunos.

Não se sabe ainda a origem do conteúdo, mas de acordo com a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma não há registro de desaparecimento de crianças ou algum caso relacionado.  Há outros fatores que indicam a inverdade das informações: os policiais que aparecem em algumas fotos não são de Criciúma, possuindo o símbolo do Rio Grande do Sul na farda. 

Infelizmente o caso é verdadeiro, mas aconteceu em 4 de setembro de 2017, em Novo Hamburgo, onde duas crianças foram encontradas esquartejadas por um ‘bruxo’ que as sacrificou para um ritual. As partes dos corpos estavam embaladas em sacolas plásticas e em caixas de papelão em um mato às margens de uma rua.


O ritual teria sido encomendado por dois empresários do ramo imobiliário para atrair prosperidade aos negócios. Os homens teriam pago R$ 25 mil à vista para o “bruxo” realizar o sacrifício.

A história não acaba por aqui. Durante a investigação foi descoberto que o delegado responsável pelo caso pagou as testemunhas para contar a versão do ritual com o intuito de encerrar o caso o quanto antes. Toda investigação se baseava em uma mentira. O caso segue até hoje sem solução. 


Então, parte da notícia que corre nas redes sociais é falsa, não há um ‘bruxo’ torturando e matando crianças e, Criciúma. Mas as imagens com os símbolos satânicos e os policiais são reais, o templo existe, o tal ‘bruxo’ existe, porém, confessou que nunca se envolveu em rituais de sacrifício  humano . Não temos informação de onde é a criança que aparece machucada  nas fotos.

A orientação para casos como esse é para que as pessoas se certifiquem do conteúdo do material antes de compartilhá-lo, evitando espalhar notícias falsas.

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