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Jogos digitais na educação estimulam aprendizado e pensamento crítico

Os jogos digitais na educação deixaram de ser vistos apenas como entretenimento e passaram a ocupar espaço estratégico no desenvolvimento infantil e juvenil. Quando utilizados de forma ativa, com foco em criação, estratégia e programação, podem estimular habilidades como raciocínio lógico, tomada de decisão e resolução de problemas.

A diferença central está no tipo de uso. O consumo passivo de jogos estimula principalmente reflexos e respostas rápidas a estímulos. Já a criação e programação de jogos ativam planejamento, abstração e pensamento computacional, aproximando-se de metodologias inovadoras de aprendizagem.

O que diz a ciência sobre jogos digitais na educação

Meta-análises que reúnem dezenas de estudos indicam que a gamificação e a aprendizagem baseada em jogos promovem ganhos pequenos a moderados em desempenho acadêmico, motivação e engajamento.

Os resultados são mais consistentes quando os jogos oferecem:

  • Feedback imediato
  • Desafios progressivos
  • Metas claras
  • Participação ativa do aluno

Em contextos escolares, jogos digitais estruturados aumentam a retenção e a transferência de conhecimento. O impacto é maior quando o estudante precisa tomar decisões, testar hipóteses e ajustar estratégias — e não apenas repetir conteúdos.

Pesquisas também apontam melhora em atenção sustentada, flexibilidade cognitiva e controle inibitório após interações com jogos que exigem planejamento e controle de ações.

Pensamento computacional: da tela ao código

O avanço mais significativo ocorre quando o aluno deixa de ser apenas jogador e passa a ser criador. Cursos que ensinam crianças e adolescentes a desenvolver jogos com plataformas como Scratch, G-develop ou Roblox Studio apresentam ganhos mensuráveis em pensamento computacional.

Esse conceito envolve quatro pilares principais:

  • Decomposição de problemas
  • Reconhecimento de padrões
  • Abstração de regras
  • Construção de algoritmos

Projetos escolares baseados na criação de jogos registram aumentos médios entre 50% e 70% nas habilidades relacionadas ao pensamento computacional. Além disso, há reflexos positivos em pensamento crítico, criatividade estruturada e colaboração.

A abordagem está alinhada às diretrizes da BNCC no Brasil e às recomendações da OCDE para ambientes inovadores de aprendizagem.

Programação + jogos: tendência em expansão

No Brasil, cursos voltados a crianças e adolescentes entre 8 e 16 anos combinam programação e desenvolvimento de jogos como estratégia pedagógica.

Nesses programas, os estudantes aprendem lógica de programação enquanto criam personagens, fases e mecânicas próprias. A metodologia geralmente prioriza projetos práticos, com construção de portfólio em vez de provas tradicionais.

Em Tubarão, o Unimate Labs atua nessa proposta. Localizado no Sigma Park, o laboratório oferece estrutura para ensino de programação, eletrônica e robótica educacional. A metodologia é baseada em projetos reais, nos quais o aluno demonstra o aprendizado por meio das soluções desenvolvidas.

Segundo a proposta do espaço, o objetivo é transformar o estudante de consumidor de tecnologia em criador, compreendendo regras, mecânicas e algoritmos por dentro.

Jogos são aliados, não vilões

O debate sobre jogos digitais na educação precisa considerar qualidade e finalidade do uso. Jogos lineares e puramente repetitivos têm impacto diferente daqueles que exigem estratégia, planejamento e criação.

Quando bem orientados, podem contribuir para:

  • Desenvolvimento cognitivo
  • Habilidades socioemocionais
  • Trabalho em equipe
  • Pensamento crítico

O desafio para pais e educadores não é eliminar os jogos, mas direcionar seu uso para experiências ativas e criativas.

 

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