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Julgamento decidirá o futuro da categoria

Os vigilantes chefes de equipe Juliano Silva Bernardes (à direita) e Davi Teixeira (à esquerda) estão sem trabalhar desde a última sexta-feira.
Os vigilantes chefes de equipe Juliano Silva Bernardes (à direita) e Davi Teixeira (à esquerda) estão sem trabalhar desde a última sexta-feira.

Angelica Brunatto
Tubarão

Os trabalhadores em Carro Forte, Guarda, Transporte de Valores e Escolta Armada ainda não voltaram aos trabalhos. A categoria continua em estado de greve pelo menos até o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, que ocorre hoje, às 13h30min.

Ontem, uma liminar pedida pelo sindicato patronal foi julgada pela desembargadora Viviane Colucci. Ela decidiu que não há está estabelecido um número mínimo de carros fortes na rua. “Segundo a lei grevista, o nosso serviço não é considerado essencial. Em menos de 24 horas, nossa greve seria julgada. Acho que a desembargadora fez o correto”, conta o tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores em Carro Forte, Guarda, Transporte de Valores e Escolta Armada de Santa Catarina (Sintravesc), Júlio César Maranhão.

Procurado pela redação do Notisul, o advogado do Sindicato das Empresas de Segurança Privada e Transportes de Valores de Santa Catarina (Sindesp), Aluisio Guedes, preferiu não se manifestar sobre o assunto. “Queremos esperar pelo julgamento”, afirma.

Mas ainda não há certeza de que a greve terminará hoje. "Tudo depende da decisão do TRT, que cabe recurso para ambas as partes. Se a decisão for a favor do sindicato patronal, vamos levar a decisão para uma assembleia, que decidirá o nosso futuro", explica Júlio.
Caso o julgamento for ao Tribunal Superior do Trabalho, levará mais de um ano para que seja julgado. "Não vamos ficar tanto tempo paralisados, mas isso não quer dizer que vamos deixar o estado de greve", adianta o tesoureiro.

 Saques limitados 

A greve dos trabalhadores em Carro Forte, Guarda, Transporte de Valores e Escolta Armada está no 11º dia. Enquanto isso, os bancos da região devem se virar como podem. Em Tubarão, 50 profissionais estão parados desde sexta-feira.
"Nosso salário hoje é de R$ 1,7 mil, mas, com os descontos, chega a R$ 1,2 mil, para trabalharmos 12 horas", justifica o vigilante chefe de equipe Juliano Silva Bernardes.

Na Caixa Econômica Federal de Tubarão, o limite de saque nos caixas eletrônicos está limitado a R$ 300,00. "Está assim em várias cidades. Vamos esperar a decisão da justiça para que tudo volte ao normal", conta o gerente Márcio Borges.
Enquanto isso não ocorre, nenhum funcionário comparece aos postos de trabalho. Na semana passada, cerca de dez bancos no estado foram autuados pelo Procon estadual por limitar os saques nos caixas, o que vai contra o Código de Defesa do Consumidor. As cidades mais atingidas, por ora, são Florianópolis, Criciúma, Blumenau, Itajaí, Joinville, Joaçaba, Lages e Chapecó.

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