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Julgamento pode não terminar neste ano

Para o ministro Marco Aurélio Mello, não deveria ser concedida “réplica” e “tréplica” a revisor e relator, como na semana passada  - Foto:Valter Campanato/ABr/Notisul
Para o ministro Marco Aurélio Mello, não deveria ser concedida “réplica” e “tréplica” a revisor e relator, como na semana passada - Foto:Valter Campanato/ABr/Notisul

Brasília (DF)

 

Para o ministro Marco Aurélio Mello, se continuar no ritmo atual, o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal poderá não terminar até o fim deste ano. “Hoje, o plenário é um tribunal de processo único, e temos aguardando na fila a pauta dirigida, cerca de 800 processos”, afirmou.
 
O ministro-revisor do processo, Ricardo Lewandowski, levou duas sessões para apresentar o voto com relação ao item três da denúncia – o primeiro a ser apreciado pelo tribunal -, que trata de desvios de recursos no Banco do Brasil e na câmara dos deputados.
 
Ele concluiu o voto na quinta-feira passada. A partir de hoje, os demais nove ministros começarão a votar sobre o primeiro item. Em seguida, o relator, ministro Joaquim Barbosa, e o revisor, Lewandowski, apresentarão suas posições com relação aos outros seis itens e, em cada um, serão seguidos dos votos dos outros ministros.
 
“Pelo visto, as discussões tomarão um tempo substancial. Elas se mostram praticamente sem baliza. Precisamos racionalizar os trabalhos e deixar que os demais integrantes se pronunciem”, avaliou Marco Aurélio.
Marco Aurélio também comentou a possibilidade de empate no julgamento, já que o ministro Cezar Peluso aposenta-se na segunda-feira da próxima semana, ao completar 70 anos. 
 
Com a ausência dele, o STF ficará com dez ministros até que a presidente Dilma Rousseff indique o substituto. Pelo andamento do julgamento, Peluso só conseguirá participar da decisão se adiantar o voto, o que ainda não foi discutido pelo plenário.
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