Letícia Matos
Laguna
A crise econômica ‘pegou em cheio’ várias cidades da região. Depois de Imbituba e Sangão, que cortaram gastos para não deixar as contas municipais no vermelho, agora é a vez de Laguna. Para se adequar ao momento de arrocho fiscal nos primeiros quatro meses do ano, os gestores têm demitido servidores e reduzido salários. Publicado no diário oficial ontem, o prefeito Everaldo dos Santos (PMDB) reduziu de 16 para 10 secretarias, exonerou 110 cargos comissionados e excluiu a gratificação de 50 funcionários efetivos.
“Diante do quadro econômico nacional, bem como dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, não será possível conceder a recomposição salarial neste ano. Havendo a reversão do quadro e aumentando a receita, o governo se compromete a retomar as negociações”, explica Everaldo. De acordo com o gestor, a receita caiu muito e a crise que afeta o Brasil reflete principalmente nos municípios. “Vamos economizar por mês cerca de R$ 300 mil. É uma medida antipática, mas não tenho como arcar com a situação neste momento. A adequação é necessária. Diminuiu a população com a emancipação de Pescaria Brava, mas os serviços continuam os mesmos. A reforma servirá para que haja um melhor gerenciamento público”, salienta.
Há dez dias, o governo federal anunciou um corte de R$ 69,9 bilhões no Orçamento da União para este ano. O ministério que sofreu o maior contingenciamento foi o das Cidades, com R$ 17,2 bilhões, seguido por Saúde (R$ 11,7 bilhões) e Educação (R$ 9,4 bilhões).
A reforma em outros municípios
Em Imbituba, as 18 secretarias foram reduzidas para 10. Foram extintas as secretarias adjuntas e especiais. O salário do prefeito Jaison Cardoso (PSDB), assim como o do vice-prefeito Elísio Sgrott (PP) também foram reduzidos. A reforma que ocorreu há seis meses visava, na ocasião, economizar R$ 5 milhões este ano. Há dois meses, o prefeito de Sangão, Castilho Silvano Vieira (PP), solicitou à Câmara de Vereadores uma redução, em 10%, do salário do prefeito, vice-prefeito e dos secretários municipais. Segundo o prefeito, a medida foi emergencial para que a crise não faça com que o salário dos servidores e os investimentos em saúde e educação, por exemplo, sejam prejudicados.