
Zahyra Mattar
Jaguaruna
Mais uma etapa para colocar o Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, em funcionamento é vencida. Com a provável finalização da licitação, hoje, restará apenas a assinatura do contrato, possivelmente na próxima semana.
Entre as mais de 40 empresas que retiraram o edital de concorrência para a administração do empreendimento, apenas a RDL Construtora, de Florianópolis, oficializou uma proposta no dia 29 do mês passado.
A meta do secretário estadual de infraestrutura, Valdir Cobalchini, é assinar o contrato até a próxima quinta-feira. A minuta já está pronta e outorga a administração do aeroporto por até seis anos.
Em paralelo, o estado ainda aguarda a vistoria do empreendimento pelos técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ainda que isso seja urgente, não é vital para a RDL começar a administrar o empreendimento.
Isto porque a empresa terá uma série de obrigações antes do aeroporto começar a receber os primeiros voos. É preciso contratar pessoal, treinar a equipe, atrair as operadoras de aviação civil, comprar móveis e realizar outros investimentos no local.
Alargamento da pista não está esquecido
Com a etapa da licitação à administração vencida, um dos pontos que o secretário estadual de infraestrutura, Valdir Cobalchini, passará a aplicar mais energia, será o alargamento da pista do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna.
O pedido já foi feito para a Secretaria de Aviação Civil (SAC). O estado quer o alargamento da pista de 30 para 45 metros, necessário para receber aviões como Airbus 320 e Boeing 767. O projeto já existe e está protocolado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Inicialmente, está estimada a necessidade de mais R$ 6 milhões para isso.
Terminal de cargas
Um dos itens mais importantes no edital é o fato do documento já assinalar investimentos para a construção de um terminal de cargas no Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna.
Ainda que este ponto tenha restringido bastante a participação de outras interessadas na administração do empreendimento, sem isso o próprio estado teria seus interesses frustrados.
A região sul tem demanda para um investimento deste porte. Além disso, antes mesmo do edital de licitação ser lançado em abril, duas empresas catarinenses, uma do Rio de Janeiro e outra de São Paulo, haviam visitado a estrutura em Jaguaruna.
Representantes de quatro marcas, uma delas acionista da operadora aérea TAM, também buscaram informações junto ao governo. Todas têm interesse de se instalar na região. Os terrenos no entorno do empreendimento chamaram a atenção dos empresários, assim como o potencial na movimentação de cargas.