Início Geral Luto nas ‘pistas’: Atleta cadeirante morre aos 10 anos

Luto nas ‘pistas’: Atleta cadeirante morre aos 10 anos

O pequeno Caio acompanhava os pais em competições esportivas e era considerado exemplo de superação entre os participantes das corridas

Gravatal

“Nosso amor, nosso orgulho, nosso exemplo e nosso companheiro de corrida. A tua corrida foi exemplar. Em nenhum momento reclamou ou desistiu, mesmo nas horas de maior cansaço. Na corrida da vida cruzou primeiro a linha de chegada. Vamos sentir muito a tua falta no restante do percurso, mas vamos seguir o teu exemplo e prosseguir. Sabemos que vais nos esperar, pronto para tantas outras corridas que faremos juntos. Vai com os anjos, vai em paz”, diz a mensagem postada nas redes sociais do professor da Unisul e atleta Clávison Zapelini ao se despedir do filho Caio que faleceu ontem após uma parada cardiorrespiratória. Ele tinha uma doença genética chamada leucodistrofia metacromática e a expectativa de vida se limitava aos 4 anos de idade, porém, o pequeno guerreiro superou as limitações e alcançou os 10 anos.

 Clávison e a esposa Clésia da Silva Mendes Zapelini, que também é professora, participavam frequentemente de corridas na região e sempre que possível, o filho os acompanhava. Com cerca de 2 anos de idade o menino começou a perder os movimentos da perna e em torno de seis meses perdeu o movimento dos braços, do pescoço até a fala.

Apesar de todas as dificuldades, Caio chegou acompanhar a mãe na Corrida de São Silvestre. O exemplo de superação era incentivo e admiração para outros atletas que acompanham a trajetória de luta da família. “Muito honrados em ter corrido inúmeras vezes com o grande guerreiro Caio e com os seus amados pais. Sairemos para correr agora mesmo, convidando a maior quantidade de corredores de rua que pudermos, em homenagem ao anjo Caio que tanto nos inspirou com a sua perseverança pelo mais essencial, a vida! Que Deus e os espíritos de luz conforte a todos e o receba na linha de chegada que também sempre é a mesma linha de partida”, relata um dos amigos da família Luciano Rodrigues Marcelino na rede social.

Aos 10 anos, o menino já apresentava dificuldades para respirar e não resistiu. Ele foi enterrado ontem à tarde no Sertão dos Medeiros, em Gravatal.

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