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Mãe de rapaz morto estrangulado em supermercado no Rio iria levar filho para tratamento em clínica de reabilitação

Em depoimento à polícia, a mãe de Pedro Henrique Gonzaga, 25 anos, morto com uma ‘mata-leão’, um golpe de estrangulamento, por um segurança do supermercado Extra, na Zona Oeste do Rio, contou que ia levar o filho para fazer um tratamento em uma clínica de reabilitação em Petrópolis, na Região Serrana.

A Delegacia de Homicídios já ouviu seis depoimentos e recebeu as imagens de câmeras de segurança do supermercado que podem ajudar a explicar o caso e auxiliar nas investigações.

A mulher, que não teve o nome divulgado, viu o filho ser morto. Ela disse que estava com uma amiga e o filho no caixa quando o rapaz saiu e ela viu que ele caiu na porta do estabelecimento. Ela disse que foi até o local para tentar levantá-lo e avisou que o filho estava sob efeito de drogas porque era usuário. Ainda segundo ela, começou uma briga com os seguranças.

A cena foi gravada e mostra Pedro Henrique desacordado e o segurança deitado sobre ele. Os clientes fizeram diversos apelos para que os segurança soltasse o rapaz.

“Tá sufocando ele. Ele tá com a mão roxa. Ele tá desacordado”, diziam as pessoas que estavam no local. Outro vigilante chega a tentar impedir a gravação do vídeo.

O Corpo de Bombeiros foi até o supermercado e tentou reanimar o rapaz. Ele foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, também na Barra da Tijuca, onde teve uma parada cardíaca e morreu.

Davi Ricardo Moreira, o segurança, foi preso em flagrante, mas deixou a Delegacia de Homicídios da capital na madrugada desta sexta (15). A defesa pagou fiança, de valor não revelado e ele foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O advogado da empresa Group Protection – responsável pela vigilância no supermercado Extra – disse que o jovem tentou roubar a arma do segurança e que mesmo depois de, pelo menos, dois minutos imobilizado, os vigilantes justificaram que o rapaz estaria simulando um desmaio. No entanto, testemunhas disseram que o rapaz não tentou pegar a arma do vigilante.

“Eles fazem a contenção, retiram a arma e o garoto desmaia. O que se acredita que tenha sido uma simulação naquele momento. O próprio segurança reporta. Ele está mentindo, ele está mentindo, ele está simulando um desmaio como anteriormente havia simulado”, diz a defesa.

O delegado responsável pelo caso explicou que o segurança se excedeu na legítima defesa. Disse também que há poucos elementos que caracterizem a intenção de matar e que o vigilante foi imprudente, porque é treinado para esse tipo de abordagem.

Depoimentos e enterro

Além da mãe, o padastro e uma amiga da família prestaram depoimento na DH. O padastro confirmou que Pedro Henrique era usurário de drogas e que tinha problemas mentais. Também foram ouvidos o segurança que agrediu o rapaz e mais dois funcionários do supermercado Extra.

Em nota, o supermercado informou repudia qualquer foram de violência e está colaborando com as investigações.

A família não quis gravar entrevistas após depoimentos. O velório e enterro do rapaz está marcado para a manhã deste sábado em Paciência, na Zona Norte do Rio.

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