Início Geral Mais de 40 mil alunos voltam às aulas

Mais de 40 mil alunos voltam às aulas

Foto:Rafael Andrade

Estudantes voltam na segunda-feira a 76 escolas estaduais da Amurel. Algumas unidades ainda precisam de reformas, enquanto isso, houve confusão em processo seletivo

Lysiê Santos
Tubarão

Milhares de crianças e adolescentes preparam-se para retornar aos bancos escolares na próxima segunda-feira na rede estadual de ensino. Canetas, lápis, mochilas e cadernos novos estão prontos para serem inaugurados pelos mais de 40 mil estudantes que integram as 76 instituições de ensino estaduais espalhadas pelos municípios da Amurel.

De acordo com o coordenador da Gerência de Educação (Gered) de Tubarão, Jaime Ondino Teixeira, o órgão conta com 30 escolas nos sete municípios da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) da Cidade Azul (Tubarão, Capivari de Baixo, Gravatal, Sangão, Treze de Maio, Pedras Grandes e Jaguaruna), que receberão aproximadamente 18 mil discentes. Ele afirma que as estruturas estão bem preparadas para iniciar o ano letivo, o qual deverá encerrar no dia 15 de dezembro. “Algumas unidades como a João Teixeira Nunes, no bairro Morrotes, em Tubarão, já são reformadas, e outras serão inauguradas ainda hoje, como a Osvaldo Pinto da Veiga, em Capivari, e a Campos Verdes, em Jaguaruna. Estamos trabalhando para oferecer uma educação de qualidade aos alunos”, detalha.

Na Gered de Braço do Norte, 15 unidades estaduais recebem cerca de oito mil estudantes dos sete municípios que compõe a ADR (Braço do Norte, São Ludgero, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, Armazém, Grão-Pará e São Martinho). As estruturas também estão preparadas para iniciar os trabalhos, com destaque para a Fridolino Hülse, em São Martinho, que foi recentemente reformada. “A escola está muito bonita. Recebeu reforma e ampliação e está com uma nova estrutura só aguardando o governo do Estado para fazer a inauguração”, comemora o integrador da ADR de Braço do Norte, Anderson Volpato Alves.

Já a Gered de Laguna conta com 31 escolas distribuídas entre os seis municípios de responsabilidade da ADR (Laguna, Imbituba, Garopaba, Imaruí, Paulo Lopes e Pescaria Brava), que devem receber mais de 15 mil alunos.

Segunda chamada dos ACTs é marcada por transtornos
A manhã de ontem foi marcada por uma situação atípica durante a segunda chamada dos professores Admitidos em Caráter Temporário (ACTs), em Tubarão. Um professor se sentiu prejudicado pela decisão da direção da Gered quanto à distribuição das vagas. O gerente responsável, Jaime Ondino Teixeira, explica que a entidade seguiu o protocolo indicado pelo edital de contratação da Secretaria de Estado da Educação (SED). “O edital prevê que o direito de vaga é do professor que assumiu as aulas na primeira chamada, feita em dezembro, independente da classificação. A situação foi contornada e continuamos as seleções de escolha”, explica.
As representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado (Sinte) de Tubarão foram acionadas para acompanhar o caso. “A Gered fez uma interpretação equivocada do edital. A preferência deveria ser para os ACTs que estavam no topo dos classificados e não os que conseguiram as vagas na primeira chamada. Os professores que se sentiram lesionados buscarão pelos seus direitos”, dispara a presidente do Sinte de Tubarão, Tania Fogaça.
Ela ainda revela que o caso foi encaminhado ao setor jurídico do Sindicato e à promotoria. Um abaixo-assinado com mais de 70 nomes foi providenciado. “Falamos com o advogado e os professores que necessitarem poderão entrar com um mandado de segurança contra a decisão”, orienta a presidente do Sindicato.

Assembleia deve decidir indicativo de greve dos professores
A presidente do Sinte de Tubarão, Tania Fogaça, informa que há um indicativo de greve no Estado com o foco de manifestar a contrariedade com a reforma da previdência proposta pela Presidência da República. Uma assembleia regional, marcada para o próximo dia 8, irá debater a pauta. “Há um indicativo de greve não só da educação, mas de todos os trabalhadores contra a reforma da previdência, que já ocorreu em 1998 e em 2003, e ainda não resolveu o problema e quem paga é a população. Vamos levar a proposta aos educadores que irão deliberar”, projeta.
Uma assembleia estadual deve ocorrer no dia 15 de março, em Florianópolis, para definir a posição dos trabalhadores do setor de educação, se irão deflagrar a paralisação dos serviços ou não.
Para o coordenador da Gered de Tubarão, Jaime Ondino Teixeira, esse não é um bom momento para deflagrar greve. “Santa Catarina é um dos poucos Estados que tem mantido os pagamentos dos servidores em dia. Estamos enfrentando uma crise no país e seria incoerente, nesse momento, deflagrar algum tipo de paralisação”, pontua. Em 2015, os servidores da área da educação permaneceram por mais de dois meses em greve, um dos períodos mais longos do movimento já registrado no Estado Barriga-Verde.

Sair da versão mobile